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Entretenimento

Ora diz lá... #1 - Callie Thorpe

Ora diz lá... é um espaço SMACK onde os autores dos comentários das nossas publicações podem desenvolver e debater as suas ideias. Lê aqui o primeiro debate completo

aqui o vídeo resumo

Neste primeiro episódio, o debate centrou-se na publicação sobre a Callie Thorpe

SMACK

Olá Patrícia e Artur. Obrigado por aceitarem o desafio. Neste espaço, vamos construir um debate construtivo, onde podem desenvolver as vossas opiniões. Podem utilizar qualquer recurso (fontes, vídeos, imagens) para reforçar os vossos argumentos.

O resultado deste debate será colocado em vídeo nas plataformas do SMACK. Por questões de tempo do vídeo, poderei ter de omitir partes dos vossos depoimentos, mas tentarei ao máximo manter os vossos argumentos completos. Para que também não se alongue muito o debate, o mesmo tem como limite o dia 1 de julho pelas 14h. Eu estarei aqui apenas para mediar a conversa.

Gostaria de vos perguntar qual é a vossa opinião sobre a posição da Vogue ao ter apostado numa modelo com excesso de peso?

Pedia que primeiro respondesse a Patrícia, visto ter sido a primeira a aceitar o debate. 🙂

Patrícia Soares

Boa tarde! Revistas como a vogue influenciam uma camada da população, numa faixa etária vulnerável! Por influenciar as mass a vogue deveria evitar os extremos - tanto de magreza que contribui para a anorexia como de obesos porque é também uma doença.

Artur Giestinhas

Ola Patricia Oliveira

Será um grande privilegio debater este assunto consigo

Mais do que um debate que seja uma frutuosa troca de ideias pois de facto julgo que estamos perante um assunto de extrema importancia.

Claro que a revista Vogue entre outras bem como outras publicações, são veiculos excepcionais de influenciar um detrminado publico, ditam as tendencias da moda estabelecem padrões esteticos e fundamentalmete tem um propósito comercial!

Dito isto, não me parece que a Vogue pretenda auto promover-se com campanhas sensacionalistas mas pura e simplesmente que uma mulher Callie Thorpe seja o rosto de muitas milhares de outras Callies nas mesmas circunstancias fisicas, que podem ter auto estima, que podem ser belas, e claro, as marcas sabem perfeitamente que há um mercado enorme a explorar da moda para um publico feminino que é considerado com execesso de peso.

O facto Patricia de me dizer que a "Vogue deveria evitar extremos" está implicitamete a afirmar que a revista deve discriminar as mulheres que não se enquadram nos canones da beleza moderna como é obvio não posso concordar consigo!

Dizer-me também, que os leitores da revista Vogue são vulneráveis e talvez impressionáveis ao ponto de insultar e humilhar uma mulher é um acto puro de bulling, no meu ponto de vista revela uma tremenda falta de caracter e respeito.

Patrícia Soares

Artur eu fui anoréxica e cheguei a estar internada à custa disso. Desde então nunca mais deixei de tentar saber e aprofundar o meu conhecimento sobre obesidade, alimentação, hábitos de vida etc. Fui também professora universitária e no âmbito de uma das cadeiras que lecionava assistente do então director do ISPA. A verdade científica irrefutável é que na fase da formação da personalidade o ser humano procura modelos que tentam imitar (faz parte do processo de aprendizagem: imitacao- repetição - evolução). Tal associada à necessidade de aceitação pelo grupo que o indício se insere leva a adoção de comportamentos que tendencialmente conduzam o indivíduo ao patamar do modelo que escolheu seguir. É aqui que os "opinion makers" como vogues e similares tem um papel fundamental ao influenciar os mass.

É bem conhecida a ação em tribunal da ordem dos médicos contra esses opinion makers por expor mulheres extremamente magras. Razão da ação - a saúde pública!!!

Então parece que agora se viraram para o lado, oposto. Qual? Mulheres demasiado gordas - ora não podemos ter o comportamento da avestruz e enfiar a cabeça debaixo da areia só para sermos politicamente correctos. A obesidade é uma doença e não deve ser incentivada por forma alguma. Temos então uma comunidade médica a tentar convencer uma população inteira sobre os malefícios da obesidade (assim como do seu oposto a anorexia), temos governos a aumentar impostos sobre fast foods e alimentos com níveis de açúcar elevados para travar o seu consumo, temos o recente exemplo em França da lei que proíbe as vogues daquele país de exibir ou permitir desfilar em passarelas mulheres cujo IMC não cumpra os parâmetros convencionados a nível internacional, bem como a obrigação dessas revistas incluirem nas fotos com Photoshop a menção de que se trata de uma foto alterada. E isto porquê? Pelo poder que estes meios tem na formação de comportamentos dos mass nomeadamente numa faixa etária vulnerável.

A obesidade é uma doença. Dizer a uma pessoa "estás gorda" é exactamente o mesmo que dizer "tens uma pneumonia". É uma doença só que no 1o caso não é politicamente correcto. E porquê?!?! Por causa da sociedade que decidiu classificar a constatação de factos como manifestações de ódio! Dizer "o teu corpo é repugnante" é um pensamento que invade o comum dos mortais ao olhar para a modelo em questão - a diferença é que uns dizem e outros calam.

Não há estatística que nos permita afirmar com um grau de confiança aceitável que as pessoas gostam de ser gordas - porquê de facto as pessoas não gostam de ser gordas - desenvolvem é mecanismos psicológicos para conseguir lidar com isso

É saudável a gordura? Não!!!! Deve ser incentivada pelas vogues deste mundo? Não!!!! Uma doença tem que ser tratada por aquilo que é - e combatida nunca incentivada

Aliás a estrutura psicológica da modelo em questão é absolutamente frágil!!! Caso não foi fosse frágil ela seria imune aos comentários porquê ?!?! Porque se sentiria bem na sua pele, na sua identidade enquanto pessoa. E quando uma pessoa está 100% segura de si, está ao nível do consciente equilibrada e acredita que esta correcta não atira a toalha ao chão e entra em depressão porque lhe chamaram gorda. Como se costuma dizer em bom português "os cães ladram e a caravana passa". A atitude desta senhora revela fragilidade emocional. Um facto que ela escolheu ignorar ou suprimir psicologicamente para não ter que lidar com ele no seu dia a dia veio ao de cima!!!

E agora temos os que constatam factos cada um há sua maneira e de acordo com o grupo sócio econômico e cultural em que se inserem acusados de ódio. Claro que uma pessoa mais politicamente correcta poderá dizer brincando "o IMC da senhora está fora dos parâmetros normais. A acumulação do malvado tecido adiposo é impressionante - esse adiposo é um vilão, acumula-se sempre onde menos se espera - valha-me Deus. Nosso Senhor quando nos fez havia de ter tido em atenção essas coisas ". Por outro lado temos que se exprimem de forma mais pratica e dizem "estás gorda", "vai para o ginásio", "o teu corpo é repugnante". Mas independentemente disto há um facto - é que todos pensam mesmo quando não se exprimem!!! E o sentimento comum é o seguinte - a senhora é gorda ponto

Há que separar o que são crimes de ódio e bullying do que é a mera opinião, que é constitucionalmente um direito

Pôr definição "Bullying é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida."

Quando digo a uma pessoa gorda que ela é gorda estou a estabelecer uma relação desigual de poder??! Estou a constatar um facto????!!!! Estou a exprimir uma opinião???!!!! Para ser classificado como bullying tem que existir uma relação desigual de poder e tem que ser um ato repetido tem que existir o fenômeno da perseguição. Aqui não existe nada disto - alguém disse "és gorda" e a maioria dos outros concordaram cada um exprimindo-se à sua maneira. Resultado o "és gorda" tornou-se uma opinião colectiva não uma campanha de ódio.

E podemos analisar isto por outro ângulo - alguém está à espera de ser capa da vogue e não saber lidar com as críticas?!?! Tem que ter estrutura mental para se aguentar ao barulho para o bom e para o mau...Se não sabe lidar com críticas negativas pública fotos no seu facebook e restringe o acesso às mesmas

Agora quem se aventura a aparecer numa campanha da vogue e depois não quer que se forme opinião sobre si mesma revela uma estrutura psicológica muito frágil. Revistas como a vogue são por definição opinion makers. Quem se atreve a aparecer nessas revistas tem que esta preparado para as consequências. Agora dizer que é bullying???!!! Isso é desculpa e não é verdade. Se ao invés disséssemos à senhora: "és toda boa", "aqui está um exemplo da perfeição" ou reforços positivos similares seria bullying?! Seria ódio???!!! Não, não era com certeza simplesmente porque o impacto no que se chama "ego" era positivo. Fazia da senhora uma pessoa mais feliz e do resto do mundo uma cambada de mentirosos. Aqui e desmontando a questão psicologicamente é simples - gerou-se a opinião que a senhora é gorda e não há matéria de facto que consiga contradizer isso. E a senhora não sabe lidar com essas críticas e sente-se mal quando confrontada com a opinião que a maioria tem sobre si - não sabe lidar com isso. E é opinião e não bullying - para ser bullying teria que haver um tarado qualquer que a partir de agora de forma repetida perseguisse a senhora buzinando-lhe aos ouvidos "és gorda" e que se saiba tal não ocorreu! Por definição quer jurídica quer científica o bullying pressupõe que o ato seja repetido....agora dizer "desde então as pessoas dizem que eu sou gorda..." sem conseguir dizer se é a pessoa A, B ou C. Dizer que as pessoas dizem é o que nos nas universidades chamamos de opinião colectiva

Agora a senhora quer aparecer na vogue mas não quer que se diga nada de negativo sobre a sua imagem!!!! E na ausência de argumentação chora-se um bocadinho (que fica sempre bem e por norma as lágrimas conduzem-nos à compaixão alheia) e diz-se - "estes senhores são maus e feios porque me chamaram gorda". E continuando a saga paternalista perguntamos nós "e quem são esses senhores maus e feios??". E a resposta - pasmem-se as almas "é toda uma colectividade"!!!!. "Ahhhh não - esses senhores que dizem isso são todos uns maluquinhos que te odeiam - se calhar têm é inveja...". Continuando a novela aparece um médico e pergunta "quantos kg pesa, altura, IMC, actividade física, hábitos alimentares?" e depois da análise o médico concluiu "a senhora tem um problema de obesidade!!!". E neste caso fazemos o quê? Queixa do médico à ordem dos médicos porque ofendeu a moral e os bons sentimentos da personagem???

Resumindo e baralhando. Não há bullying - há sim uma opinião generalizada. A senhora quis aparecer na vogue (uma opinion maker) mas não sabe lidar com as críticas negativas. E a primeira razão é porque não existe matéria de facto que lhe permita defender. Então face a isso resolveu defender-se de outra maneira - como? Dizendo que quem tem opinião negativa sobre si são uns maus de uns invejosos que a estão a perseguir e a deixam muito triste. Como a opinião de que a senhora é gorda é global então é um crime de ódio!! Um crime contra quem? Contra uma senhora que de livre e espontânea vontade quiz aparecer na vogue.

Ah surgirão vozes em defesa de que a vogue quer celebrar a mulher em todas as suas formas! E que as gordas tem o mesmo direito à felicidade e por aí fora. Sim senhora, então escolham por favor uma gorda psicologicamente capaz de lidar com as consequências! Foram também as vogues que durante décadas nos entraram pelos olhos dentro apregoando que obesidade é feio! E por falar em direitos das gordas, também tem direito a ser saudáveis portanto incentivem-nas à alteração de hábitos que as levem a usufruir do direito a saúde que deve estar antes da imagem

Só um aparte - quanto mais polêmica mais a Vogue vende - o departamento de marketing e comercial agradecem e prometem polêmicas futuras em nome do bem estar financeiro da vogue

Artur Giestinhas

“Ah surgirão vozes em defesa de que a vogue quer celebrar a mulher em todas as suas formas! E que as gordas tem o mesmo direito à felicidade e por aí fora. Sim senhora, então escolham por favor uma gorda psicologicamente capaz de lidar com as consequências! ”

Ola Patricia antes demais um excelente sabado para si e um claro um bom fim der semana. É isso, Patricia vamos celebrar a MULHER em todas as suas formas. Seja a Mulher Rosa Parks no fundo do autocarro ou Simone de Beauvoir com a sua revolta existencialista, a mulher ao longo dos tempos foi obejcto da opressão, relegada para segundo plano na sociedade, uma mera cloaca reprodutiva! Dizer me que o publico da Vogue é muito susceptivel na assimilação dos arquetipicos "impostos" pela revista e depois dizer que uma "gorda é uma incapaz psicologicamente para lidar com as consequencias.

Estamos então, de uma forma ou outra, a falar de pessoas incapazes de grande imaturidade intelectual que são as vitimas de um modelo social autoritario que se impõe e molda o caracter das pessoas fazendo odiarem-se, detestarem o seu corpo e até questionar a sua auto estima. Portanto Estamos no mundo da moda perante uma realidade ditatorial!!!

Desculpe patricia, a ultima frase, escrevo a correr e o português está perene.

Patrícia Soares

Boa noite Artur!

Não é só o público da revista Vogue que é susceptível de esteriótipos. Todos os media moldam comportamentos e isso é inegável, vem nos livros. O público da Vogue tem a particularidade de ser na sua maioria feminino.

Ora já antes desta senhora ter posado para a Vogue Britânica, Ashley Graham posou para a Sports Ilustrated e a seguir para a Vogue. Os comentários negativos não se fizeram esperar. A diferença face ao caderno que aqui debatemos, foi exactamente a forma como a Ashley lidou com eles. Quando diziam a Ashley que ela tinha um aspecto pouco saudável ela respondia que apenas o seu médico podia determinar isso. Quando lhe falavam sobre a sua celulite ela contava a história da mãe que sempre fez desse assunto um não assunto.

Quanto a esta modelo que hoje debatemos não me parece que esteja a lidar com as críticas de forma positiva. A Ashley sempre afirmou que não importava o que as pessoas diziam porque ela era forte. E de facto mostrou que o é - desfilou recentemente pela Michael Kors...

Nunca se fez de coitadinha - soube lidar com os comentários maus que se geraram com a moda das plus size...

Esta senhora que aqui discutimos está claramente perturbada pela facto de não ser aceite pelo público acusando-os de bullying e odio!!!!É plus size para aparecer na vogue em nome da diversidade mas não aceita que o publico não goste porque os comentários do público fizeram da vida dela um inferno...que nós público não sabemos o impacto que os comentários negativos tem na vida dela...por amor à Santa!!!! Então isto não revela uma estrutura psicológica frágil?!?!

Enquanto as revistas de moda começam a explorar à questão das plus sizes como um novo nicho de mercado interessante, a comunidade médica debate-se com a obesidade crescente da população e os seus efeitos negativos para a saúde!!!! Será coincidência?!?!?! Ou será que afinal aquela velha maxima que diz se não consegues combater junta-te a eles funciona???!!!

Já viu os custos em que iriam incorrer as marcas e as revistas a cumprir por exemplo a nova lei francesa que impõe que as manequins antes de ir para a passarela tenham que ter um médico que ateste que o seu IMC não é demasiado baixo?!?!

Parece-me que a lei tem que ir mais longe e impor que também não tenham as manequins um IMC demasiado alto.

A Vogue pode chamar ao plus size diversidade, eu como economista com mestrado na área do comportamento humano continuo a defender que a sociedade engordou e as revistas nas quais a Vogue se insere decidiram engordar também para não perder público

Até porque nós somos hedonistas por natureza - buscamos o prazer e repelimos a dor - é muito frustrante pegar na vogue ver as manequins magrinhas com roupinha à medida delas e depois olhar para o espelho e concluir que a única coisa que nos serve é o cortinado...

Depois pergunta-se que características tem as pessoas com poder de compra???? Quais as características das actuais clientes da Vogue???! Se são gordinhas não faz mal porque se necessário for e a Vogue engorda com o público

Mas brincadeiras à parte, a responsabilidade dos media dentro dos quais se insere a Vogue é enorme. Lembro-me de um estudo da Universidade de Coimbrã que falava sobre isto mesmo - os media, o gênero, e a influência dos media na identidade do gênero e na construção social do próprio gênero

Temos também os estudos de Laura Bobone dos corpos como objectos sociais para além das diferenças biológicas e anatômicas de homem/mulher

E esta imagem leva também à diferenciação social dos papéis atribuídos às mulheres e aos homens

E Bobone é particularmente interessante quando diz que é no campo da estética que o corpo se manifesta mais como objecto social nomeadamente através da moda. É a moda que veste a identidade do corpo

E podíamos aqui pegar em variadíssimos temas: é cientificamente aceite que o poder da imagem nos media influência as mass determinando comportamentos. Depois pegamos no poder da imagem e constatamos que ao longo dos anos essa imagem foi marcada por modelos demasiado magros, demasiado perfeitos, demasiado atléticos e como consequência (pelo menos os estudos suportam uma correlação elevada) temos a baixa auto-estima, a depressão, a anorexia etc

O poder de influência é tão grande que no longo prazo tornou-se um caso de saúde pública com as ações em tribunal da ordem dos médicos como referi acima ou até mesmo intervenção política em forma de lei como a França

Depois podíamos explorar outro tipo de teorias que postulam que a imagem destas revistas concebe o corpo feminino como idealizado pelo olhar masculino e da necessidade que algumas mulheres têm de satisfazer as pretensões masculinas e parecerem-se tão perfeitas como a publicidade. Teoria esta com a qual não concordo por considerar demasiado sexista e considerar que pelo menos na Europa a questão do gênero já tem outro tipo de tratamento. Mas é uma teoria consistente para países em que a diferença de gênero é ainda grande.

Mas claramente a pergunta que nos lançaram foi sobre o que achamos da campanha da Vogue com modelos plus size! O que eu acho é que sim à diversidade - a moda deve ser para altos e baixos para feios e bonitos. Mas os limites devem ser sempre os da saúde. A partir do momento em que me colocam à frente uma mulher de 1,60 e 120 kg de peso tal não é saudável - a senhora é objectivamente obesa, a obesidade é uma doença portanto é um life style que não deve ser divulgado enquanto ideal simplesmente porque não o é. Assim como tenho a mesmíssimo opinião se me colocaram à frente uma mulher com 1,70 de altura e 40 kg de peso - não é igualmente saudável

Por hoje por aqui me despeço amanhã há mais. Boa noite a todos 😊

SMACK

Boa noite Patrícia e Artur. Muito nos satisfaz que conseguimos criar um espaço onde podemos explorar os comentários iniciais que deixam muitos pontos soltos.   gostaríamos de lançar outra questão, mas antes disso, gostaria de saber se estariam interessados em abrir este debate a mais uma pessoa. Trata-se de Liliane Mira e tem um blog que defende a sua visão das pessoas plus sise. Julgamos que trará uma outra posição que será benéfica para o debate. Claro está, que fica dependente da vossa aceitação. Aguardo as vossas respostas, obrigado!

*plus size, desculpem!

Artur Giestinhas

Olá boa noite

pode ser

É bem vinda

Patrícia Soares

Olá bom dia!!! É sempre bem vinda

Liliane Mira

Bom dia

SMACK

Bem-vinda Liliane a este debate! Vamos continuar. Na vossa opinião e num mundo ideal: Como deve agir uma pessoa com excesso de peso quando se expõe publicamente? Qual deverá ser a posição dos comentadores perante essa exposição? Devemos comentar publicamente a saúde dos outros?

Pedia que fosse a nossa nova convidada, a Liliane, a começar. Obrigado!

Liliane Mira

Para começo de conversa excesso ou escassez de peso atualmente é algo complicado visto que cada vez mais as pessoas são consideradas gordas mesmo não tendo excesso de peso.

Inclusive já há médicos nutricionistas que adotam o método HAES health at every size ou seja, respeitando tudo o que contribui para o peso de uma pessoa e que reúne um conjunto de fatores genéticos, psicológicos, etc.

Estão a abandonar a ferramenta arcaica que é o IMC índice de massa corporal precisamente por ser chapa cinco e com isso não respend

A forma como uma pessoa gorda se deve comportar deve ser igual a todos os seres humanos visto termos os mesmos direitos.

Ou seja, ninguém se deve esconder, reprimir, anular, por causa de incómodos alheios. Muito pelo contrário, quanto mais somos expostos a algo, mais nos habituamos.

Artur Giestinhas

Ola Patricia de acordo quando diz que as revistas como a Vogue mudaram para não perder publico... A revista tem um proposito comercial e como qualquer empresa pretende encontrar novas tendencias novos mercados e novos publicos alvos ou seja vender toda a parafernália de produtos cosméticos, acessórios e roupa, seja um cortinado para uma magricelas ou um retiro de verão num SPA qualquer, ou uma dieta equilibrada patrocianda por um supermercado. Acontece, e manifesto o meu acordo quando afirma que as revistas e em particular a Vogue subrepticiamente forjam estratégias para incuntir comportamentos quase irrefletidos com o fito de estabelecer tendencias no campo de moda. Mas não me parece de todo que seja este o propósito da revista criar uma nova tendencia com as pessoas obesas; É porventura uma nova abordagem diria até pedagógica, sim pedagógica, com o objectivo de conscicenlizar as pessoas para a realidade da obesidade e que os magrinhos não tem que a partir de agora ir a correr para as cadeias de fast-food com intuito de engordar porque agora é "moda" ser gordinha! Não de trata isso. Aliás numa sociedade democratica livre tem e deve existir espaço de inclusão para todos sem excepção.

Liliane Mira

Quanto à questão duma suposta preocupação com a saúde ela é bem falaciosa visto que da saúde dos magros ninguém quer sabger verdadeiramente. O que passa honestamente com as pessoas gordas é que não gostam do aspecto delas e reprovam-nas. Para o fazerem tranquilamente usam a capa ou desculpa da saúde ou bem-estar.

Tudo isso é patrocinado pela indústria parasita da cosmética, das cirurgias, farmácias, etc.

Há magros doentes tal cm há gordos saudáveis.

Isso é facto..

Artur Giestinhas

Com alguma perpelxidade parece-me quer afirmar que os gordinhos e gordinhas são um estorvo para a sociedade, devem ser afastados de determinados suportes comunicacionais são um encargo para os sistemas de saude e não são o arquetipo ideal de beleza, e não pretendem se-lo, mas pretendem ser parte da sociedade e não serem excluidos, é obsceno, a isto se chama segregação! O que mais me chocou foi achar que se Callie Thorpe não detinha a capacidade psicológica de ser enxovalhada, insultada, rebaixada não se devia ter posto a geito, mas desde quando é que alguém deve estar sujeito a este tipo de invectivas!!?? Se um gordinho é gozado na escola e não aguenta a pressão e como não possui suficiente maturidade deve portanto abandonar a escola!!?? Se ela fosse negra e obejcto deste chorrilho odioso não eramos nós que estavamos a debater este nesta plataforma mas seria um escandalo de repercussões internacionais com abertura de telejornais. Isto só demosntra o preconceito existente com as pessoas obesas, desde o ensino até ao mercado de trabalho são vitimas constantes de indolentes patetas.

Ola Liliane

Liliane Mira

No mais concordo com o Artur, até então

Artur Giestinhas

Concordo Liliane, estamos sem duvida perante um preconceito e de uma industria parasita que manipula as emoções das pessoas para vender toda a quinquilharia de produtos.

Uma mulher seja gorda está tão adaptada á sociedade e ao meio em que vive como qualquer outra pessoa qualquer, tem cerebro, tem talento e produzem prestando um grande contributo á sociedade!

Liliane Mira

A Vogue fez uma ótima aposta.

Precisamos de representatividade gorda ou seja que as pessoas gordas apareçam na media por bons motivos. Há essa necessidade visto que a maioria das pessoas que aparecem na TV, nas revistas, na imprensa em geral, são todas magras. Quando são gordas, é sempre a denegrir, nunca a elogiar. Até mesmo os papéis que são dados a pessoas gordas em filmes ou séries, não são favoráveis.

O associarem sempre pessoas gordas a comida, a preguiça ou burrice é outra treta.

Artur Giestinhas

Liliane com calma, coloque as suas opiniões e vamos respondendo ao longo do dia, se não passamos o tempo em frente ao computador e claro muito sedentarismo engorda-se....rsrsrsrs  

Liliane Mira

Ninguém está a pedir para os magros engordarem, apenas que deixem as pessoas gordas em paz.

Eu não gosto de morcela por isso não como. Não vou desfazer quem come ou gosta.

Não gosto de certos tipos músicas, então não as ouço.

Só não vou pedir pra que, aquilo que eu não aprecio seja banido ou invisiabilizado.

Porque é o que fazem com as pessoas gordas. Invés de ignoraram, maltratam, humilham, etc. Isso não as irá ajudar e jamais é feito com boa vontade.

Não querem ver gente gorda na praia? Não vão há praia então. Mas não são os gordos que gostam de ir que têm de deixar de o fazer.

A sociedade não quer gente gorda por isso os repudia. De igual modo agem com negros, gays, deficientes, etc.

Porém a gordofobia é socialmente aceite. Muito bem aceite mesmo até porque se disfarça de cuidados de saúde.

Uma pessoa magra pode estar a fumar a beber álcool e até a comer fast-food que ninguém a incomoda. Mas coitada da pessoa gorda que coma um bolo ou gelado na rua, é o caos.

Artur Giestinhas

A obesidade e cinema seria também um debate deveras interessante, uma analise desde a decada de 40 de Hollywood ate aos dias de hoje a mulher não foi sempre magrinha. As estrelas de Hollywood foram as grandes referências de beleza e forma física durante os anos 40 e 50. Sexy, voluptuosas, ancas largas e seios protuberantes colocando soutiens com enchimento, naquele tempo ainda não havia silicone divas como Rita Hayworth e Jayne Mansfield eram o arquétipo, a femme fatale. Hoje em dia eram consideradas GORDAS!!

Liliane Mira

Vivemos numa sociedade de privilégios e nesta questão da qual falamos, as pessoas magras são as privilegiadas.

Sempre que se fala em pessoas gordas a obesidade vem à tona. Porque é que sempre que se fala nas magras a anorexia, bulimia, ortorexia entre tantos outros transtornos não é mencionada ou posta em causa também?

Artur Giestinhas

https://www.youtube.com/watch?v=dbvnzSq4MZ4&feature=youtu.be

Liliane Mira

Porque a nossa sociedade impõe a cultura da magreza a cultura da dieta, etc.

É tudo compulsório, as pessoas são assim socializadas desde o dia que nascem. São injetadas com esse chip.

Dantes era gordo quem usasse um XL em diante hoje já se acham assim ao usar um M ou 38/40.

Que rica mensagem transmitimos às crianças e jovens.

Já conhecia, é ótimo Artur.

Mas o Brasil é o campeão número um de gastos com cirurgias e tratamentos estéticos.

Porém o ativismo gordo por lá é muito rico.

Aqui mal temos isso. As bloggers plus até nem são assim tão plus e investem mais em moda do que na desconstrução de todo um pensamento gordofóbicas.

Gordofóbico

No mais NINGUÉM faz apelo à obesidade, isso não existe é um mito tal como são o do racismo branco, o da heterofobia, etc.

Artur estou calma mas com problemas na net, daí que isto esteja meio instável pq escrevo a net cai, depois liga e sai tudo de rajada.

Já tinha pedido desculpa por isso.

Artur Giestinhas

Sabe o que pretendo exemplificar com este filme de "Gostosas, Lindas e Sexies? Que uma opinião negativa ou positiva é formada como nos transmitem a informação, Ou nos indentificamos e criámos empatia ou detestamos, é assim que moldam a sociedade em relação ás pessoas obesas.

Liliane Mira

É isso mesmo Artur.

Sobre obesidade de forma mais honesta: http://everydayfeminism.com/2015/05/gtfo-with-obesity-epidemic/?utm_content=buffer3ae47&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Mas esse filme é uma exceção à regra. Tomara que mais exemplos desses surjam a cada dia.

Em filmes, séries, na música, literatura, etc. Na media em geral.

As pessoas gordas sofrem de preconceito até dentro do consultório médico. Essa negligência é alarmante.

Qualquer queixa que tenham remetem para o peso ainda que as análises não acusem nada de excesso - colesterol, açúcar, pressão, etc.

Essa é outra batalha, sofrem de preconceito em todo o lado até em casa, pela família, na escola ou trabalho (isto quando conseguem emprego), através dos media, etc. É non-stop.

Patrícia Soares

Boa tarde a todos!!!

Olá Liliane!

E Artur

Estive a ler o artigo de opinião que gentilmente partilhou connosco! Se teve oportunidade de ler toda a nossa conversa então deve ter-se apercebido que fui prof. universitária e assistente do director do Instituto de Psicologia Aplicada. Neste momento encontro-me a terminar o meu doutoramento em Londres. Isto porquê?!?! Porque para uma acadêmica de coração e alma como eu ler um artigo de opinião que pretende arrasar os estudos efectuados até hoje causa-me um enorme arrepio na espinha. Particularmente quando diz que o conflito de interesses existe - não aponta nenhum, não apresenta factos que violem a veracidade dos pressupostos de base do modelo, limita-se a prometer que sim que existe esse tal conflito de interesses....para mim é o mesmo que dizer que há vida em Marte - uns acreditam outros não, a investigação , essa continua

E a autora do artigo prossegue a dizer que ela é formada e uma adepta ferrenha da ciência!!!! Ora não saberá então essa senhora que para se fazer uma investigação tem antes de tudo de provar por "a" mais "b" a uma comunidade científica de que existia mais valia para o conhecimento com o estudo do tema proposto?!?!?! E que, se aceite pela comunidade científica, o tema da investigação todos os pressupostos do modelo tem que ser validados????!!!!! E escusado será dizer que em qualquer investigação se constrói um modelo de análise e que esse modelo é a representação da realidade no que estatisticamente chamamos "n" mais uma vez???!!!! Será que a senhora sabe quantos testes e os caminhos que desbravamos para validar uma só variável de um modelo científico???!!!

E tantas décadas andamos todos enganados - se calhar amanhã alguém se lembra de dizer que a terra afinal é quadrada...

Liliane Mira

Eu também sou licenciada embora noutra área, Comunicação Social e Educação Multimédia

e embora o que digas não fuja totalmente à verdade também penso que atualmente muitos estudos servem as massas, grandes lobbys, etc.

Ainda que, dentro da área científica mas, não quero fugir ao main theme.

Patrícia Soares

Depois o tema das indústrias cosméticas e farmacêuticas e por aí que andam à volta da mulher perfeita!!!! Ninguém me quer convencer que em pleno século XXI na Europa alguém acredita que emagrece com gel reductor?!?! Ou que os comprimidos substituíram Deus na que a milagres diz respeito.

Isto é simples e é matemática: um indivíduo saudável que pretenda perder peso tem que criar um défice calórico. Ponto e ponto final. A questão é que a relação que as pessoas desenvolvem com a comida é tão emocional que simplesmente não conseguem

Por falar em indústrias temos a indústria alimentar - essa bandida - as quantidades de sal, açúcar e gordura que os alimentos processador tem causam adição ou vicio semelhante ao da droga. Nos EUA esta mesma indústria começa a estar preocupada com o facto de associações de consumidores os processarem à semelhança do que acontece com as tabaqueiras

Quanto à estética o Dr. Ângelo rebelo - um senhor no que à estética em Portugal diz respeito - revelou há poucas semanas as novas estatísticas onde se verifica que as lipoaspiracaoes para remocao de gordura nas zonas abdominal e coxas aumentaram exponencialmente face ao período homologo do ano transacto.

Ora isto levanta a questão: quem não se sente bem com o que? As magras não se sentem bem com as gordas ou as gordas não se sentem bem com elas mesmas? E estamos a trabalhar ao nível da percepção (e não ao nível da dissonância cognitiva como aquela senhora autora do artigo dizia)

O comparar a obesidade ao racismo - nem eu com os anos que tenho de África e que são muitos me permiti opinar sobre racismo...porque quando estamos em África a primeira certeza é preconceito que cai por terra é a do racismo e a forma d manifestação social do mesmo

Liliane Mira

Tal cm as reduções de estômago mesmo em pessoas que não apresentam problemas de saúde associados à obesidade, também aumentaram exponencialmente.

Comparei formas de discriminação de minorias, obviamente não são da mesma ordem.

Pelos vistos as pessoas gordas não se sentiriam tão mal se o resto da população não as massacrasse diariamente.

Porque até mesmo ergonomicamente falando a sociedade coloca os gordos à margem.

Seja na roupa que vendem, no tamanho das cadeiras ou assentos, etc.

Patrícia Soares

Eu não sei se o IMC é de facto o melhor indicador ou não! Acredito que quando cientificamente se comprovar existir um melhor a OMS irá adopta-lo. Para já e até onde se sabe a nível mundial permanece o IMC. Para praticantes de musculação (como eu por exemplo) usamos também o índice de gordura corporal

Respondendo claramente à pergunta do moderador uma pessoa com excesso d peso publicamente tem que ser igual a si mesma. Pessoalmente não tenho nada contra pessoas com excesso de peso. O que se passa na realidade é que são as pessoas com excesso de peso que não se sentem bem - que estão sempre mesmo inconscientemente a questionar-se sobre a avaliação que fazem delas.

Parece-me que aqui se estão a confundir conceitos. Uma coisa é aceitar que existem pessoas gordas. Toda a gente aceita, faz parte integrante da realidade - é de convívio fácil - ninguém se choca. Outra coisa é quererem impor o ser gorda como um exemplo a seguir. Ora não é - não conheço médico que diga o contrário.

Se tem o mesmo direito que tem os magros?! Tem claro, nunca tal esteve em causa.

Mas se ser gordo e ser saudável quero já que me restituam a minha parte de impostos que o SNS gasta por anos em cirurgias bariátricas, porque afinal andamos todos enganados e a ciência é uma falácia.

Vou-me inscrever já amanhã na escolinha primária para aprender tudo de novo

A questão do ergonomicamente fez-me lembrar quando a General Motors se estabeleceu em Portugal!!!! Como é sabido aqui existe a cultura de ficar sempre depois da hora para o chefe ver que se trabalha. Ora, para a GM ficar depois da hora era um problema porque a segurança falhava na ronda, os alarmes não podiam ser acionados e as suas consequências com as seguradoras que não se responsabilizavam, a limpeza encalhava e por aí fora. Então chamaram o CEO português e correram com ele por uma razão simples: o trabalho que você tem por dia em média faz-se das 9h às 17h - ora você só consegue fazer das 9h às 22h - conclusão: é ineficiente não serve

Liliane Mira

O correto socialmente falando seria que toda a gente se sentisse bem consigo e quem quiser mudar algo, não por pressão estética ou da sociedade que o fizesse sem que isso tivesse de se tornar um estandarte.

Mas não, tem de se glorificar a magreza, nenhuma oportunidade pode faltar. É fulana que teve um filho e já recuperou "a boa forma" leia-se emagreceu. Ou os Biggest Loser tão aclamados ou os ditos corpos de verão, whatever.

Obviamente que as pessoas gordas estão sempre em estado de alerta são avaliadas a todo o instante em todo o lugar.

Ser aceite não é simplesmente deixarem-nos existir. É serem devidamente representados invés de estarem subjugados aos bastidores da vida.

http://umacascadenoz.cartacapital.com.br/da-meta-eficiencia-os-transtornos-alimentares-e-subjetividade-capitalista/

Patrícia Soares

Nos em sociedade temos que ter padrões, regras. Também não conheço que a indústria tenha efectuado grandes investimentos para pessoas canhotas - também são pessoas que fogem à regra mas cuja análise custo-benefício não justifica o investimento. E é por aqui que tudo passa - actualmente a indústria da moda começa a fabricar tamanhos para plus size simplesmente porque justifica o investimento (que socialmente equivale a dizer que a população está cada vez mais obesa). Desengane-se quem achar que de repente a moda começou a amar as plus size e então apostou na diversidade...isto chama-se Impact marketing... caridade nem a Santa Casa

Liliane Mira

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1464634626925861&id=152514608137876

Patrícia Soares

Os gordos estão nos bastidores da vida?!?! Tem menos oportunidades de sucesso que as magras?!?! Isto só pode ser uma constatação empírica. Já não chega o compadrio português temos agora a questão da gordura

Liliane Mira

Ninguém quer caridade mas dispensa-se crueldade, é simples.

Pessoas gordas saudáveis tal como magras doentes, há muito em ambos os espectros.

A gordura por si só não é sinal de doença nem de ociosidade, não necessariamente.

Quanto ao resto é lógico que não se lembraram das pessoas plus, obviamente é negócio mas também é inclusão.

Com certeza que, numa entrevista de trabalho não perguntam a um magro se é preguiçoso ou doente cm fazem a pessoas gordas.

Patrícia Soares

De facto e falo como pessoa que já teve que construir equipas, se estivermos a falar de equipas comerciais de bens não tangíveis - é preciso sim algum recato na escolha do look da equipa comercial. Agora nas restantes áreas não concordo - um mau profissional custa muito dinheiro tanto mais não seja porque para o ter, temos que colocar na empresa pelo menos mais 2 pessoas - o que se reflete num custo de oportunidade elevadíssimo - se estivermos a falar no filho do ministro que nos abre caminhos ainda aceito, agora o comum dos mortais?!!!!!

Tinha eu acabado a licenciatura quando numa entrevista me perguntaram se eu queria ter filhos! Isso só torna o entrevistador um idiota chapado não me torna a mim menos mulher

Liliane Mira

É diferente

não me digas que não entendes?

Associação de pessoa gorda com preguiça, ócio.

Não tou a defender que essa pergunta dos filhos seja razoável porque não é. Mas essa é feita a várias mulheres não a um grupo específico.

Patrícia Soares

Eu por norma associo uma pessoa gorda a um desequilíbrio hormonal. Não tenho preconceitos nenhuns em relação a isso mas acredito que a sociedade não funcione assim o que é pena

Liliane Mira

Claro que nada nos torna menos mulheres, não é essa a discussão. O que se trata é de sermos tratados com a mesma dignidade.

Eu também não tenho nada contra pessoas magras, apenas precisam de saber os privilégios dos quais usufruem e levá-los a outro nível. Cm diz o ditado, se não for para ajudar ao menos não atrapalhem.

Os motivos podem ser vários, há N causas para excesso de peso. Mas a norma é associarem a gula, preguiça, falta de higiene, etc.

Mas às pessoas magras associam que elas o são por esforço daí terem mérito, louvores, etc.

Ou seja são magras porque se cuidam, fazem exercício, comem saudavelmente, etc.

No entanto mesmo se depois constarem que só elas só o são por questão de genética como em muitos casos não as criticam por não serem tão saudáveis, por comerem gorduras, açúcares, etc.

Mas se for uma pessoa gorda cujo núcleo familiar e de amigos vê que se come saudável, que se exercita etc não mudam de comportamento. As piadas sobre peso, nas festas a famosa frase "TU não devias comer isso" sempre surgem. Os mais variados conselhos ou dicas obre dietas ou receitas sempre surgem nunca havendo sossego.

Fora de casa a pessoa é humilhada de várias formas, objetivas ou subjetivas de modo direto e vociferado ou indireto e silencioso.

E por tudo isso em conjunto com o que já mencionei, há uma grande percentagem de gorda que desenvolve problemas psicológicos depois se isolam o que agrava tudo.

*gente gorda

Então toda a sociedade é culpada.

Falaste do look Patrícia.

Uma pessoa gorda nem tem de ter mau look, muito menos destoar numa equipa. É o seu intelecto que foi contratado não sua aparência, exceto algumas profissões específicas.

Não acho que ser gordinha está na moda e muito menos que isso esteja a ser incentivado. O que se está a tentar fazer é trazer essa fatia da sociedade para a media, representa-las tal cm as outras pessoas. É aí que entra o exemplo dos negros, gata, etc. Na representatividade dessas pessoas também e fora de clichês negativos.

Penso que a Callie Thorpe tal cm outras foi convidada nesse sentido pq com a era digital a pressão começa a ser maior até perante os media. E isso é ótimo.

E a repercussão que teve só prova o quanto a sociedade é gordofóbica e como isso tem que mudar. Não é a Callie que é fraquinha, ela não tinha de aguentar os comentários maldosos. Pelo contrário ela foi muito forte inclusive ao expor a situação e por isso estamos aqui a falar. Nós e o mundo.

Acrescento ainda que, o mundo não quer de todo ver pessoas gordas felizes. Quando as há suscitam um ódio tremendo.

É triste mas real.

Patrícia Soares

A Liliane em que se baseia para afirmar que as magras tem privilégios, tem mérito, louvores? Isso está escrito onde? Isso é a percepção que a Liliane tem mas a percepção é o cérebro a atribuir um significado a um estimulo sensorial...varia de pessoa para pessoa - não é o facto de a Liliane ter essa leitura sobre o ambiente que a torna verdadeira. Não existem evidências estatísticas que permitam afirmar que existe uma relacao entre gordura e carreira profissional.

Nem sequer faz sentido a luz da lógica já para não falar a luz de tudo o que é ciência econômica. O objectivo primeiro e ultimo de uma empresa é ganhar dinheiro - para tal contesta quadris de acordo com a aptidão demonstrada não de acordo como índice de gordura....

Mas o que nos dizem as estatísticas é que grande parte das pessoas obesas tem baixa auto estima porque não se enquadram nos padrões sociais. E essa baixa auto estima pode estar na base de uma percepção errada

Não concordo que a sociedade seja gordofobica - a sociedade aceita as pessoas obesas. A OMS classifica a obesidade como uma doença assim como o outro extremo - a anorexia. Ambas resultam da relação emocional que se tem com a comida. E essa sociedade que condena, e a mesma disposta a gastar milhões no estudo de meios para combate à obesidade mas também à anorexia.

Vamos então fazer vogues com as anoréxicas doentes tal como elas são! E vamos então medir os comentários dessa mesma sociedade. Com certeza não serão melhores. E certamente no mundo do trabalho mais depressa arranja emprego em igualdade de circunstâncias uma gordinha que uma anoréxica

Qual das 2 lhe parece mais saudável?!?!

A Callie reagiu mal aos comentários - não se pode pedir a uma pessoa para posar para a Vogue e depois dizer ao público (do qual a Vogue vive) calem-se. Ou então digam só coisas bonitas. Temos o exemplo da Ashley Graham que também posou para a Vogue foi muito mais criticada - a casa Michael Kors chegou a dizer que nunca usaria modelos plus size porque teria que alugar um estádio de futebol para a roupa....existe pior que isto???!!!! Compararado com as críticas à Callie, a Ashley foi muito mais humilhada - como!, estádio de futebol?!?! - e o que fez a Ashley?!?! Deu a volta por cima, afirmou eu sou forte e ninguém me derruba! E o que lhe aconteceu por enfrentar as críticas uma a uma de forma construtiva e positiva?!?! Voilà desfilou este ano pela Michael Kors...

Agora a Callie ou é um ato publicitário ou não sabe lidar com as críticas. Ora uma pessoa quer ser capa da Vogue mas não quer críticas...más ressalve-se

Dizer-me que se associa às gordas o consumo excessivo de alimentos maus é óbvio - é a primeira percepção que se tem. Um indivíduo saudável - sem problemas hormonais só é gordo se quiser - eu própria tenho hipotireoidismo uma doença crônica da tiróide que desacelera o metabolismo e faz as pessoas engordarem. Contudo para 1,61 m tenho 55kg de peso e um IMC de 22%. Só há 3 macronutrientes que se pode ingerir: hidratos, gorduras e proteínas. Ora se queremos queimar gordura cortamos nas gorduras e aumentamos a proteína e optamos por hidratos de baixo índice glicêmico. Não há segredos. Não é a sociedade que nos odeia. Essa é a desculpa mais simples. Nos é que temos de decidir o que queremos ser e como queremos estar nessa mesma sociedade

Ou temos desculpas ou temos resultados - nunca as 2 coisas

O mundo não quer ver as pessoas gordas felizes!!! É uma afirmação que dava para rir se não fosse dramática!!! Isso é colocar a responsabilidade numa entidade indefinida...é como quando dizemos que "a culpa é do Estado" que a boa maneira portuguesa equivale a dizer que não existe um rosto para o culpado - é ao mesmo tempo tudo e nada. Ora se o mundo e a sociedade são assim tão maus como é que deixam que se gaste milhões para o combate à obesidade e também ao outro extremo a anorexia?!?!?! A ser verdade que a sociedade não quer gordinhos felizes e gasta um horror de dinheiro com eles?!?!?! A sociedade defende valores como o direito a saúde e é no exercício desse direito dos cidadãos que o estado exerce o dever de gastar tanto dinheiro na prevenção

Eu defendo que os hábitos de vida saudáveis devem ser incutidos, publicitados, incentivados, e por aí fora.

Passo a transcrever o resultado de um estudo sobre obesidade e genética

"Em um certo nível de atividade física e restrição de calorias, todos podem ficar magros. Esse nível pode não ser agradável, mas os resultados são certamente alcançáveis com a estrita observância de uma dieta e programa de exercícios cuidadosamente planejados. "

Dizer que a sociedade é culpada tira-me do sério porque é uma tentativa de desresponsabilização consciente ou não de nós mesmos. Nós somos responsáveis por nós em 1o lugar. Temos que definir o que queremos e traçar o caminho até ao objectivo. Agora desistimos ou nem sequer tentamos e deitamos as culpas no alheio é o caminho mais fácil. Há que sair da zona de conforto para se ter resultados

Liliane Mira

Faça então uma análise de quantas pessoas gordas são bem-sucedidas no mercado do trabalho vs magras. Comece pelo seu núcleo, veja quantas conhece.

Quanto à sociedade de privilégios é simples, vivemos num mundo que crê e defende a meritocracia, algo que é uma utopia mas que continua a ser amplamente difundido e divulgado ou seja, supostamente todos temos direitos e oportunidades iguais então quem não é bem-sucedido é porque não se esforço, não saiu da zona de conforto, no pain no gain, blá blá blá whiskas saquetas. Ou seja a culpa é da pessoa... sempre dela, nunca do meio. Loolll

Logo, não é paranóia minha nem de ninguém é algo muito factual antropologicamente e socialmente falando.

Claro que a gordinha me parece mais saudável mas a nível de contratação creio que a mais magra passaria entrevistas sem dúvidas.

Falou em padrões sociais e na co-relaçao dos mesmos com auto-estima então como desculpabiliza a sociedade e seu peso nisso sendo que é quem imputa um molde? Com isso exclui automaticamente quem não se encaixa.

Obrigar a se encaixarem forçosamente ou seja a emagrecer não é propriamente desejar que sejam felizes. É anular todas essas pessoas. Porque não unir esforços para a inclusão destas pessoas em sociedade? Porque não criminalizar a discriminação?

Porque é mais fácil lavar as mãos dessa responsabilidade que é de todos nós, chutar pra canto é culpar as pessoas pelo seu estado.

Promover hábitos de vida saudável é óbvio que é bom mas não é o que se vê nesta era do do culto ao corpo.

Se as pessoas emagrecem com exercício e dieta sim mas também há contra-indicações, efeitos secundários, etc.

E ninguém é feliz ao viver continuamente assim, a contar calorias, não é possível.

Quanto a comida há magros que comem imenso tal como há gordos que comem pouco. Mas só os gordos são julgados pelo que comem constantemente.

A Callie não é uma profissional cm a Ashley, logo não dá pra comparar.

E as pessoas não são todas iguais nem devem ser mas tal cm disse, há regras e normas em sociedade então o respeito pelo próximo deve ser uma delas.

Eu no lugar da Ashley nunca usaria Michael Kors ou desfilaria para ele, não por orgulho mas por dignidade.

Voltando aos privilégios, se umas pessoas têm mais direitos que outras, elas são privilegiadas. Isso acontece com magros em relação a gordos, com brancos em relação a negros, com heteros em relação a gata, com pessoas sem handicaps em relação a quem tem algum tipo de deficiência, etc. Porque a tal igualdade que dizem existir é apenas teórica.

Aceitar alguém parte do princípio de não querer que essa pessoa mude. Logo, a sociedade não aceita os gordos, nem sequer os tolera, só se limita a deixá-Los existir. Mas, creio que se pudessem duvidavam todos, gordos, negros, lgbts, deficientes, etc.

Correção, não é duvidavam mas sim dizimavam.

Não são os gordos que tem de aprender a ser fortes, a suportar infâmias, etc. São os magros que devem reformular seus conceitos e não serem fracos ao ponto de terem de humilhar outros para eles se sentirem bem.

Se todos agem assim? Não, claro que não. Mas muitos ainda o fazem.

E com certeza quem chama uma pessoa gorda de baleia não está preocupado com a saúde dela física ou mental. Está somente a destilar ódio e assim age porque pode.

Sendo a gordofobia um preconceito muito bem tolerado pela sociedade em geral.

Já estive num grupo de mães feministas

e surgiu o tema do peso. Algumas disseram que antes de engravidarem chegaram a ter fases de magreza extrema onde até se viam os ossos e nunca lhes foi dito nada quer por amigas, colegas de trabalho, etc. Aliás algumas até eram elogiadas.

Mas após a gravidez, enquanto não emagreceram não tiveram paz, era uma pressão diária de todas as frentes.

A minha melhor amiga ainda ontem falava comigo e disse-me o mesmo, que após a 4a gravidez dela aos 42 anos, acumulou mais peso e nunca sofreu tanto ou teve sua auto-estima tão abatida devido a pressões externas.

Diz que não há piedade sequer, que as pessoas comparem-se demais a capas de revista, a gente que têm acesso a tratamentos caríssimos, que exigem ter o corpo de antes em um mês ou dois e que dizem "gravidez não é desculpa".

Então, enquanto ela não emagreceu não teve sossego.

Isto é normal? Não, não é. É uma loucura, pânico de peso a mais, fobia até à gordura alheia, etc.

Há também a questão que dos homens que gostam de mulheres gordas mas que devido a esse preconceito da sociedade, não se relacionam com gordas porque não aguentam os comentários jocosos constantes de familiares, amigos, colegas de trabalho, etc.

Recebi esse tipo de confissão na minha página de FB em off. E também me pediram pra publicar artigos sobre isso para que eles pudessem partilhar. E não falo de fetiches refiro-me mesmo de gostarem de se relacionar com mulheres gordas e de encontraram tantos entraves a isso.

Há de facto um grande problema e preconceito com as pessoas gordas em geral e isso não dá pra negar.

Artur Giestinhas

Ola! Boa tarde Patricia e Liliane

Excelente conversa sobre o problema de uma mulher mas que bem podia ser sobre um homem, no fundo somos uma sociedade que independentemente de questões de género existem muitos pontos em comum.

Uma mulher, obesa não é um impeditivo de ser bem sucedida socialmente, profissionalmente e desportivamente.

É absolutamente irrelevante o IMC, só serve como um indicador para estabelecer um padrão ideal de corpo para a população e segundo a comunidade médica ultrapassandos detreminados valores as pessoas são apelidados de doentes, nada mais reacionário.

Uma pessoa obesa não significa que seja doente, bem pelo contrário são muitas vezes mais saudáveis do que pessoas ditas normais, só porque o OMS determinou que ser só per si gordinho já é uma carecteristica deletéria e sujeitos a todas as pressões, aliás era interessante detreminar qual é, e tem sido o impacto psicológico desta onda anti-obesidade a nivel global sobre as pessoas.

Um obeso poderá ter propensão para contrair determinadas doenças, mas não significa de todo que venha a padecer de qualquer doença relacionada com a obesidade, aliás há determinadas doenças do foro psiquiatrico, interacção medicamentosa, alterações hormonais que provocam obesidade, são casos de uma doença pre existente que provocou obesidade sendo completamente diferente por razões hereditárias e genéticas.

Tenho experienciado um aumento constante de pessoas que se debatem quase diáriamente em ginásios, mergulhados em dietas quase ao pormenor matematico das quantidades de calorias que devem ingerir diariamente, o controlo diário do peso corporal, uma autentica paranoia para manter até ao ridiculo o tal ideal de corpo atletico, o desánimo total porque ganharam mais 500g de peso... Uma autentica paranoia e que num futuro proximo nos iremos deparar com os "doentes saudáveis" o excesso de protainas e problemas nos rins e figado, e exercicos extenuantes que provocam danos musculos-esqueléticos. Tudo isto em nome do IMC e da pressão exercida de uma industria transversal que alimenta a paranoica insegurança das pessoas acabando por odiarem os eu corpo e claro o dos outros como foi o caso da Vogue.

Como as directivas da União Europeia determinaram um conjunto de medidas para calibração da fruta nós seres humanos estamos precisamente sujeitos a este tipo grinaldas, porque se não estamos calibrados somos excluidos e postos de parte e cuidado ainda podemos influenciar negativamente os mais sensivéis ao aparecer numa revista que é uma treta de um panfleto comercial com artigos de valor duvidoso. Um pouco como a Playboy com mulheres nuas e põe para lá uns artigos a ilustrar a revista para dar um ar mais sério á coisa!

Em 1970 nasci com um peso de 4,3kg e segundo os critérios médicos actuais estaria no grupo de 35% das crianças que nascem obesas e no presente tenho 1,80 e de peso 82kg, e isto se aplica à geração de 70 e 80 porquê?

Liliane Mira

Olá Artur e Patrícia.

Concordo ctg e com certeza se estende aos homens este tipo de preconceitos, ninguém diz o contrário. Mas, com as mulheres é mais pesado acredita.

Há toda uma pressão sobre a mulher em ser perfeita em vários espectros o que também é um mal social.

Deixo este vídeo: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1613445998730126&id=238944242846982

SMACK

Olá a todos, obrigado por continuarem este debate. Uma vez que estamos a chegar ao final deste debate, pedia que deixassem uma última reflexão sobre este assunto que, embora seja muito abrangente, pedia que focassem esta conclusão na notícia da Callie Thorpe. Obrigado!

Liliane Mira

E não maltratamos ou julgamos ninguém, é só isso que pedimos o mesmo tratamento que damos.

Patrícia Soares

Podíamos estar aqui a discutir esta questão ad eternum

A minha opinião é muito simples. Até onde a ciência sabe a obesidade é uma doença. Na realidade os estudos demonstram que ninguém gosta de ser gordo...isso é facto - se a Callie gostasse de se gorda não vinha chorar para as redes sociais.

Há que ler comportamentos custe a quem custar

Os objectivos da Vogue são meramente comerciais e na minha opinião uma vez que a Vogue forma/influencia comportamentos não deveria fomentar tendências menos saudáveis - nem de gordura nem de magreza (contra a magreza aliás já países como a França tomaram medidas jurídicas conforme elenquei acima)

A Callie se não quer ou não sabe lidar com a opinião pública que não aceite trabalhos para a Vogue

O comportamento que a Callie adaptou revela que não está psicologicamente preparada para lidar com críticas negativas. Isso está demonstrado

Há uma coisa que em ciência se chama comportamento e há que saber ler esse comportamento de forma imparcial.

Actualmente com toda a ciência ao nosso dispor só é gordo quem quer - obviamente que implica mudança em estilos de vida - há que abdicar de umas coisas para se poder ter outras

Artur Giestinhas

Pelos vistos não é assim tão fácil mudar de comportamentos, se a vogue influência determinados comportamentos a indústria alimentar através do marketing agressivo impele as pessoas para comportamentos muito pouco saudáveis.

Portanto vivemos numa sociedade muito pouco responsável.

Patrícia Soares

A Vogue não influencia a indústria alimentar - a Vogue influencia os mass

Um hábito demora 21 a 28 dias a adquirir

E por definição o ser humano é avesso à mudança

É muito difícil para alguém que sofre de obesidade pedir-lhe que durante 21 a 28 dias não comer pão Branco, não comer gorduras etc. porque ? Principalmente pela relação emocional que tem com a comida. E o mesmo se passa com os anoreticos - é muito difícil pedir-lhes que comam - porque? Por causa da relação emocional que tem com a comida

Ninguém disse que a sociedade é irresponsável - foi dito é que o indivíduo deve definir que lugar quer ocupar nessa sociedade e adaptar comportamentos contundentes a atingi-lo

A Vogue influencia os mass, os mass definem a procura e as empresas a sua oferta

Artur Giestinhas

Sim a vogue influencia as pessoas para adoptar um determinado estilo de vida. Mas a indústria do fast food influência as pessoas para habitos alimentares errados que São responsáveis pela crescimento da obesidade.

A relação emocional com a comida? Depende dos niveis de açúcar sal e aditivos como glutamato monossodico que São extremamente viciantes é nisto q a indústria alimentar usa o seu poder.

Patrícia Soares

A Liliane deve sentir-se bastante humilhada. O seu discurso não é nem em gênero nem em número de uma pessoa imparcial que analisa do ponto de vista da ciência. É um discurso próprio de uma pessoa fragilizada por qualquer situação. Desculpe a franqueza mas a académica em mim fala mais alto por vezes

E tentar colocar gordos e negros no mesmo saco é ilegítimo seja a quem for - inclusive a si

A obesidade é uma doença classificada como tal péla organização mundial da saúde. Ser preto que eu saiba não o é - desde aí o seu pressuposto de análise não serve

E falo com a propriedade com que fala uma pessoa que viveu em África os últimos 12 anos - conheço como a palma da minha mão

Desafio-a a ir à África a viver e lutar lá e depois a tentar voltar a afirmar o que afirma.

Dizer que a sociedade podendo dizimava os negros assim como dizimaria os gordos não é uma afirmação justa nem para uns nem para outros

Julgo que não lhe assiste esse direito -fala sem conhecimento de causa e falar sem conhecimento d facto e um erro gravíssimo:

A leitura atenta daquilo que escreveu deixa escapar uma pessoa capaz de recorrer quase a tudo para fazer valer pontos de vista - negros?!?! Que tem os negros a ver com o assunto da obesidade?!?!

Poderia eu disser que pelo menos o povo negro fez a sua luta e os gordos fazem diariamente a sua luta?!?! Conseguem fazê-la antes disso querem fazê-la? Tem determinação e vontade para isso ?!?!

Ou é apenas desejo e bora lá culpar a sociedade esse bandido sem rosto porque é simples?!

No meu meio garanto-lhe que impera a qualidade e o CV de cada profissional que lá chegam sim senhora por mérito como eu também cheguei

Nenhum profissional está preocupado com a gordura alheia - está preocupado sim consigo mesmo - sabe porquê?!?! Porque a sociedade da qual. Liliane tem uma péssima opinião é individualista

As ocidentais - porque se for a África grande parte dos países sao colectivistas

Antes de opinar recomendo a leitura da classificação das sociedades no mundo a partir da escala de Homes que foi revista a validade à poucos anos atras

Pelo que sei a Liliane é bloger e é da área da comunicação. Como técnica de comunicação deve ter a capacidade de manipular informação. E sente-se atrapalhada para provar o seu ponto de vista quando a ciência fala e quando não existe validada por nenhuma comunidade científica a tese ou a simples ideia de que a obesidade não é doença.

Depois disso tudo lhe serve de objecto de arremesso - como é o caso dos negros e a vontade saloia da sociedade de os dizima.

Não cara Liliana nem todos os argumento nos servem, nem podem servir, nem o devem fazer

Quanto às aventuras do ginásio: a Liliane como profissional da comunicação atira argumentos fundados apenas no empirismo rudimentar tendo por base a observação dos vizinhos e fazendo dessa amostra a extrapolação para a população!!!! Não é assim nunca foi

Eu já frequentei ginásios aqui e lá fora.

E a realidade é - há quem tenha um estilo de vida fitness - eu tenho - 2 horas de ginásio por dia ninguém me tira

Mas a grande maioria das pessoas vai ao ginásio por modas

Artur Giestinhas

Minhas senhoras somos "victims fashion" e simultaneamente "food victims"

Patrícia Soares

Não por saúde. Quem vai por saúde nunca fará uma maratona de ginásio superior a 2 horas porque sabe que a seguir o organismo vai libertar cortisol e o cortisol libertado pelo stress em excesso do exercício compromete o objectivo seja ele perda de peso seja ele de definição muscular

Quem vai por saúde sabe que uma oscilação de peso de mais ou menos 2 kg significa zero

E vem falar em 500 gramas! Fez bem o trabalho de casa para afirmar isso?!?!

Quanto às regras da União Europeias - são regras que obedecem a paramenteis considerados normais. E ainda bem que existem - porque assim você sabe quantos gramas está a ingerir de quê!!! Isso é um grande aliado da luta contra a obesidade - porque quer a Liliane goste ou não as pessoas com um metabolismo mais lento com tendência a engordar tem em nome da sua saúde de controlar o que comem. Assim tem uma ajudazinha da União Europeia

A vida sem regras que apregoa chama-se anarquia e se calhar a Liliane não sabe o que é viver na anarquia porque nunca o fez. Se tivesse que viver com eu já vivi em países em guerra onde a lei e a regra não existe talvez alterasse a sua opinião

Se quiser no próximo mês pode vir comigo a Siria

Se a Liliane não sabe, enquanto profissional da comunicação deveria saber que ,crime de ódio (que é como chama a reação do público à Callie) e opinião pública são coisas diferentes

O crime pressupõe o atentado à dignidade humana conforme consagrado nos direitos do homem

Alguém alguma vez negou direitos aos gordos????

Muito pelo contrário - investem-se milhões para que a ciência possa combater essa doença

Agora uma pessoa dizer a alguém que está doente isso mesmo, que está doente de acordo com o OMS virou ódio????!! B

Opinião pública é a expressão da participação popular na criação, controle, execução e crítica das diretrizes de uma sociedade. É também designada por senso comum, em que se inserem as ideias consideradas corretas pela maior parte da sociedade, que seguem um padrão ético-moral que é subjetivo segundo a sua cultura, condições sociais e, em alguns casos, sua religião. E apenas a posição da sociedade face a um assunto

E o que disseram à Callie foi a opinião - ou alguém foi na porta dela bater-lhe ou ameacou fazer explodir uma bomba?

Se de facto acredita que é um crime de ódio por favor faça um favor ao mundo e vá ao Ministério Público

E de facto serão os magros com o dito ódio dos gordos, ou serão os gordos com a dita inveja dos magros?! E que razões objectivas existem para um magro odiar um gordo?!?! E que indicadores de saúde mental teria uma pessoa magra que dedicasse a sua vida ou parte dela a odiar um gordo?!?!

O seu discurso peça pela falta de consistência e é facilmente desmontável

Um último aparte refere que a Callie nada é a Ashley - e como resposta eu digo-lhe - pois não não é se não nós não estaríamos aqui com esta troca de palavras porque a Ashley provou ser uma mulher suficientemente madura para lidar com as consequências dos seus actors

Atos

E quando fala que não desfilaria pela Michael Kors por uma questão de dignidade eu respondo-lhe - eu não sei quanto é que a Michael Kors pagou à Ashley mas por certo por muito menos já vi muito boa gente vender a alma ao diabo. Porque a verdade é que tudo tem um preço - o ser humano é assim

E depois tem aquela eterna capacidade de arranjar desculpas para os seus actos

Exclusivamente para estar num processo de consonância cognitiva ou em paz consigo mesmo

É muito fácil dizer que a culpa do terrorismo é dos muçulmanos...mas nos também não vamos lá lançar bombas?!?! Aí dirão que eles matam inocentes - a verdade é que nos também mas chamamos de Danos colaterais...depois vão dizer que eles atacaram primeiro - o que é no mínimo estranho porque a História diz que a conquista partiu do Ocidente!!!! E poderíamos estar aqui a noite toda

É muito mais fácil dizer "eu sou gorda e a sociedade quer-me dizimar" a meio de uma fatia de bolo de chocolate do que como se diz na gíria, "pegar o boi pelos cornos" e dizer " não é isto que eu quero para mim - vou mudar"

Pelo que percebi o debate termina amanhã dia 1 - foi um prazer falar convosco sobre este tema e acima de tudo sejam felizes

Artur Giestinhas

Eu gostava deixar uma palavra para resumir este debate. Centrou se demasiado nas questões das doenças vs alimentação. Não seria esse o fio condutor da narrativa. Uma palavra para a Patrícia. Nós humanos não somos só uma equação matemática um fortuito mecanismo científico em que tudo se resume ao determinismo científico. Somos seres que sentem tem emoções seres subjetivos. Posto isto o tema em apreço versa sobre o respeito pelo ser humano pela diferença e não olhar mos pela lente de códigos predeterminados. Callie é mulher de uma grande coragem e força e graças a ela estamos a ter este debate.

Callie trouxe a questão da obesidade e da estética para questionar mos os valores em que assenta a nossa sociedade.

Porque ha espaço para todos. Porque numa sociedade democrática assim e exige possuirmos mecanismos de inclusão.

Liliane Mira

A Patrícia pecou pela forma tendenciosamente superior com que participou e finalizou. Humildade é um ótimo valor, eu recomendo.

Fui coerente e consistente e não me encosto em case studies pq não preciso afinal vivo a gordofobia nossa que a cada dia nos dão hoje mas se vc quiser mesmo a sério saber sobre isso encontrará alguns.

Quem não/nunca foi gordo, não percebe nada disso na prática... por mais estudos que faça ou canudos que tenha. Dizer que só é gordo quem quer, revela a gordofobia existente em si.

Eu não comparei gordura com cor da pele mas sim a discriminação das minorias e sua aceitação social.

Nunca manipulei o discurso tendo inclusive falado um pouco de mim só na reta final e agora vc usou isso cm arma de arremesso.

Eu não preciso de persuadir estou apenas a ser

Conheço bloggers aqui mesmo em Portugal que devido aos haters desistiram pq era muito ódio diariamente e isso fala por si só. Algo vai mal, muito mal mesmo e isso tem de cessar, esse ódio todo.

Artur muito obrigada pela sua sensatez, pelo seu civismo e humanismo. Gostei de sua postura e de o ler.

Desejo tudo de bom aos dois, muita felicidade mesmo até pq quem é feliz nem humilha nem é conivente com a humilhação de ninguém.

No mais, penso que a Callie fez muito bem ao aceitar o convite e fez ainda melhor ao denunciar o crime de ódio do qual sofreu de seu nome gordofobia.

É possível que ela estivesse à espera de reações desse tipo, mas talvez não pensasse que fossem tantas e assim tão agressivas. Ingenuidade a dela por pensar que o mundo era melhor.

Ela ter mostrado a sua vulnerabilidade não é sinal de fraqueza, muito pelo contrário.

A Vogue devia intervir nesse sentido, quem sabe fazer agora um artigo sobre o ódio aos gordos ou seja a gordofobia. Podem ter um ângulo de abordagem que incida sobre a inclusão porque afinal é disso que se trata e só isso que se quer.

E que hajam mais Callies, venham muitas mais porque é disso que o mundo precisa afinal, cientificamente falando quanto mais somos expostos a algo, mais tendemos a aceitá-lo. Então é isso que falta acontecer, a revolução gorda, o ativismo gordo, que saiam todos da conchas, se libertem das roupas escuras e longas, do isolamento, etc. Desfilem pelo mundo em toda sua graciosidade e quem estiver incomodado que vá embora, vire a cara, etc. Mas que jamais abram suas bocas para destilarem veneno até porque praticar o preconceito descaradamente não pode ser disfarçado de opinião.

Posto isto penso que todo e qualquer tipo de preconceito que seja manifeste em atos ou palavras deve ser devidamente criminalizado.

Opiniões pedem-se. Discriminação não é opinião mas crime e para grandes males, grandes remédios.

Nesse sentido deve haver legislação e foi por isso que falei de minorias pois isto toca a todas elas.

Obrigada à SMACK pelo convite. Grata pela oportunidade. Muitas felicidades para vós e votos de muito sucesso.

P.S. agradeço que toda e qualquer informação aqui partilhada que seja nitidamente do foro pessoal que seja devidamente mantida em privado reservando-me o direito de não autorizar a partilha, divulgação ou reprodução total ou parcial desse meu conteúdo em específico.

Artur Giestinhas

Uma mulher pluz sise (engraçado este estrangeirismo) passa agora a identificar-se mais com uma modelo de proporções e silhueta parecidas com as suas que com uma modelo magra, Assim desta forma, a mulher sente-se valorizada por ver a diferença contemplada em revistas de moda.

Gostaria de deixar uma mensagem de grande regozijo a Patricia Oliveira que me parece ser uma grande lutadora por te conseguido ultrapassar o probelma de saude. Muito sucesso e continuação da vida academica.

Liliane Mira sem duvida uma grande defensora de quem necessita ser ajudado e ser valorizado, mantenha sempre esse espirito positivo.

Um bem haja

Radação SMACK, os meus sinceros parabens pela iniciativa que julgo será para repetir, é uma forma transversal de troca de ideias e pontos de vista divergentes, um debate livre! Um bem haja á equipa do SMACK.

SMACK

Obrigado Patrícia, Artur e Liliane pelo vosso contributo para este debate!

aqui o vídeo resumo

Neste primeiro episódio, o debate centrou-se na publicação sobre a Callie Thorpe

SMACK

Olá Patrícia e Artur. Obrigado por aceitarem o desafio. Neste espaço, vamos construir um debate construtivo, onde podem desenvolver as vossas opiniões. Podem utilizar qualquer recurso (fontes, vídeos, imagens) para reforçar os vossos argumentos.

O resultado deste debate será colocado em vídeo nas plataformas do SMACK. Por questões de tempo do vídeo, poderei ter de omitir partes dos vossos depoimentos, mas tentarei ao máximo manter os vossos argumentos completos. Para que também não se alongue muito o debate, o mesmo tem como limite o dia 1 de julho pelas 14h. Eu estarei aqui apenas para mediar a conversa.

Gostaria de vos perguntar qual é a vossa opinião sobre a posição da Vogue ao ter apostado numa modelo com excesso de peso?

Pedia que primeiro respondesse a Patrícia, visto ter sido a primeira a aceitar o debate. 🙂

Patrícia Soares

Boa tarde! Revistas como a vogue influenciam uma camada da população, numa faixa etária vulnerável! Por influenciar as mass a vogue deveria evitar os extremos - tanto de magreza que contribui para a anorexia como de obesos porque é também uma doença.

Artur Giestinhas

Ola Patricia Oliveira

Será um grande privilegio debater este assunto consigo

Mais do que um debate que seja uma frutuosa troca de ideias pois de facto julgo que estamos perante um assunto de extrema importancia.

Claro que a revista Vogue entre outras bem como outras publicações, são veiculos excepcionais de influenciar um detrminado publico, ditam as tendencias da moda estabelecem padrões esteticos e fundamentalmete tem um propósito comercial!

Dito isto, não me parece que a Vogue pretenda auto promover-se com campanhas sensacionalistas mas pura e simplesmente que uma mulher Callie Thorpe seja o rosto de muitas milhares de outras Callies nas mesmas circunstancias fisicas, que podem ter auto estima, que podem ser belas, e claro, as marcas sabem perfeitamente que há um mercado enorme a explorar da moda para um publico feminino que é considerado com execesso de peso.

O facto Patricia de me dizer que a "Vogue deveria evitar extremos" está implicitamete a afirmar que a revista deve discriminar as mulheres que não se enquadram nos canones da beleza moderna como é obvio não posso concordar consigo!

Dizer-me também, que os leitores da revista Vogue são vulneráveis e talvez impressionáveis ao ponto de insultar e humilhar uma mulher é um acto puro de bulling, no meu ponto de vista revela uma tremenda falta de caracter e respeito.

Patrícia Soares

Artur eu fui anoréxica e cheguei a estar internada à custa disso. Desde então nunca mais deixei de tentar saber e aprofundar o meu conhecimento sobre obesidade, alimentação, hábitos de vida etc. Fui também professora universitária e no âmbito de uma das cadeiras que lecionava assistente do então director do ISPA. A verdade científica irrefutável é que na fase da formação da personalidade o ser humano procura modelos que tentam imitar (faz parte do processo de aprendizagem: imitacao- repetição - evolução). Tal associada à necessidade de aceitação pelo grupo que o indício se insere leva a adoção de comportamentos que tendencialmente conduzam o indivíduo ao patamar do modelo que escolheu seguir. É aqui que os "opinion makers" como vogues e similares tem um papel fundamental ao influenciar os mass.

É bem conhecida a ação em tribunal da ordem dos médicos contra esses opinion makers por expor mulheres extremamente magras. Razão da ação - a saúde pública!!!

Então parece que agora se viraram para o lado, oposto. Qual? Mulheres demasiado gordas - ora não podemos ter o comportamento da avestruz e enfiar a cabeça debaixo da areia só para sermos politicamente correctos. A obesidade é uma doença e não deve ser incentivada por forma alguma. Temos então uma comunidade médica a tentar convencer uma população inteira sobre os malefícios da obesidade (assim como do seu oposto a anorexia), temos governos a aumentar impostos sobre fast foods e alimentos com níveis de açúcar elevados para travar o seu consumo, temos o recente exemplo em França da lei que proíbe as vogues daquele país de exibir ou permitir desfilar em passarelas mulheres cujo IMC não cumpra os parâmetros convencionados a nível internacional, bem como a obrigação dessas revistas incluirem nas fotos com Photoshop a menção de que se trata de uma foto alterada. E isto porquê? Pelo poder que estes meios tem na formação de comportamentos dos mass nomeadamente numa faixa etária vulnerável.

A obesidade é uma doença. Dizer a uma pessoa "estás gorda" é exactamente o mesmo que dizer "tens uma pneumonia". É uma doença só que no 1o caso não é politicamente correcto. E porquê?!?! Por causa da sociedade que decidiu classificar a constatação de factos como manifestações de ódio! Dizer "o teu corpo é repugnante" é um pensamento que invade o comum dos mortais ao olhar para a modelo em questão - a diferença é que uns dizem e outros calam.

Não há estatística que nos permita afirmar com um grau de confiança aceitável que as pessoas gostam de ser gordas - porquê de facto as pessoas não gostam de ser gordas - desenvolvem é mecanismos psicológicos para conseguir lidar com isso

É saudável a gordura? Não!!!! Deve ser incentivada pelas vogues deste mundo? Não!!!! Uma doença tem que ser tratada por aquilo que é - e combatida nunca incentivada

Aliás a estrutura psicológica da modelo em questão é absolutamente frágil!!! Caso não foi fosse frágil ela seria imune aos comentários porquê ?!?! Porque se sentiria bem na sua pele, na sua identidade enquanto pessoa. E quando uma pessoa está 100% segura de si, está ao nível do consciente equilibrada e acredita que esta correcta não atira a toalha ao chão e entra em depressão porque lhe chamaram gorda. Como se costuma dizer em bom português "os cães ladram e a caravana passa". A atitude desta senhora revela fragilidade emocional. Um facto que ela escolheu ignorar ou suprimir psicologicamente para não ter que lidar com ele no seu dia a dia veio ao de cima!!!

E agora temos os que constatam factos cada um há sua maneira e de acordo com o grupo sócio econômico e cultural em que se inserem acusados de ódio. Claro que uma pessoa mais politicamente correcta poderá dizer brincando "o IMC da senhora está fora dos parâmetros normais. A acumulação do malvado tecido adiposo é impressionante - esse adiposo é um vilão, acumula-se sempre onde menos se espera - valha-me Deus. Nosso Senhor quando nos fez havia de ter tido em atenção essas coisas ". Por outro lado temos que se exprimem de forma mais pratica e dizem "estás gorda", "vai para o ginásio", "o teu corpo é repugnante". Mas independentemente disto há um facto - é que todos pensam mesmo quando não se exprimem!!! E o sentimento comum é o seguinte - a senhora é gorda ponto

Há que separar o que são crimes de ódio e bullying do que é a mera opinião, que é constitucionalmente um direito

Pôr definição "Bullying é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida."

Quando digo a uma pessoa gorda que ela é gorda estou a estabelecer uma relação desigual de poder??! Estou a constatar um facto????!!!! Estou a exprimir uma opinião???!!!! Para ser classificado como bullying tem que existir uma relação desigual de poder e tem que ser um ato repetido tem que existir o fenômeno da perseguição. Aqui não existe nada disto - alguém disse "és gorda" e a maioria dos outros concordaram cada um exprimindo-se à sua maneira. Resultado o "és gorda" tornou-se uma opinião colectiva não uma campanha de ódio.

E podemos analisar isto por outro ângulo - alguém está à espera de ser capa da vogue e não saber lidar com as críticas?!?! Tem que ter estrutura mental para se aguentar ao barulho para o bom e para o mau...Se não sabe lidar com críticas negativas pública fotos no seu facebook e restringe o acesso às mesmas

Agora quem se aventura a aparecer numa campanha da vogue e depois não quer que se forme opinião sobre si mesma revela uma estrutura psicológica muito frágil. Revistas como a vogue são por definição opinion makers. Quem se atreve a aparecer nessas revistas tem que esta preparado para as consequências. Agora dizer que é bullying???!!! Isso é desculpa e não é verdade. Se ao invés disséssemos à senhora: "és toda boa", "aqui está um exemplo da perfeição" ou reforços positivos similares seria bullying?! Seria ódio???!!! Não, não era com certeza simplesmente porque o impacto no que se chama "ego" era positivo. Fazia da senhora uma pessoa mais feliz e do resto do mundo uma cambada de mentirosos. Aqui e desmontando a questão psicologicamente é simples - gerou-se a opinião que a senhora é gorda e não há matéria de facto que consiga contradizer isso. E a senhora não sabe lidar com essas críticas e sente-se mal quando confrontada com a opinião que a maioria tem sobre si - não sabe lidar com isso. E é opinião e não bullying - para ser bullying teria que haver um tarado qualquer que a partir de agora de forma repetida perseguisse a senhora buzinando-lhe aos ouvidos "és gorda" e que se saiba tal não ocorreu! Por definição quer jurídica quer científica o bullying pressupõe que o ato seja repetido....agora dizer "desde então as pessoas dizem que eu sou gorda..." sem conseguir dizer se é a pessoa A, B ou C. Dizer que as pessoas dizem é o que nos nas universidades chamamos de opinião colectiva

Agora a senhora quer aparecer na vogue mas não quer que se diga nada de negativo sobre a sua imagem!!!! E na ausência de argumentação chora-se um bocadinho (que fica sempre bem e por norma as lágrimas conduzem-nos à compaixão alheia) e diz-se - "estes senhores são maus e feios porque me chamaram gorda". E continuando a saga paternalista perguntamos nós "e quem são esses senhores maus e feios??". E a resposta - pasmem-se as almas "é toda uma colectividade"!!!!. "Ahhhh não - esses senhores que dizem isso são todos uns maluquinhos que te odeiam - se calhar têm é inveja...". Continuando a novela aparece um médico e pergunta "quantos kg pesa, altura, IMC, actividade física, hábitos alimentares?" e depois da análise o médico concluiu "a senhora tem um problema de obesidade!!!". E neste caso fazemos o quê? Queixa do médico à ordem dos médicos porque ofendeu a moral e os bons sentimentos da personagem???

Resumindo e baralhando. Não há bullying - há sim uma opinião generalizada. A senhora quis aparecer na vogue (uma opinion maker) mas não sabe lidar com as críticas negativas. E a primeira razão é porque não existe matéria de facto que lhe permita defender. Então face a isso resolveu defender-se de outra maneira - como? Dizendo que quem tem opinião negativa sobre si são uns maus de uns invejosos que a estão a perseguir e a deixam muito triste. Como a opinião de que a senhora é gorda é global então é um crime de ódio!! Um crime contra quem? Contra uma senhora que de livre e espontânea vontade quiz aparecer na vogue.

Ah surgirão vozes em defesa de que a vogue quer celebrar a mulher em todas as suas formas! E que as gordas tem o mesmo direito à felicidade e por aí fora. Sim senhora, então escolham por favor uma gorda psicologicamente capaz de lidar com as consequências! Foram também as vogues que durante décadas nos entraram pelos olhos dentro apregoando que obesidade é feio! E por falar em direitos das gordas, também tem direito a ser saudáveis portanto incentivem-nas à alteração de hábitos que as levem a usufruir do direito a saúde que deve estar antes da imagem

Só um aparte - quanto mais polêmica mais a Vogue vende - o departamento de marketing e comercial agradecem e prometem polêmicas futuras em nome do bem estar financeiro da vogue

Artur Giestinhas

“Ah surgirão vozes em defesa de que a vogue quer celebrar a mulher em todas as suas formas! E que as gordas tem o mesmo direito à felicidade e por aí fora. Sim senhora, então escolham por favor uma gorda psicologicamente capaz de lidar com as consequências! ”

Ola Patricia antes demais um excelente sabado para si e um claro um bom fim der semana. É isso, Patricia vamos celebrar a MULHER em todas as suas formas. Seja a Mulher Rosa Parks no fundo do autocarro ou Simone de Beauvoir com a sua revolta existencialista, a mulher ao longo dos tempos foi obejcto da opressão, relegada para segundo plano na sociedade, uma mera cloaca reprodutiva! Dizer me que o publico da Vogue é muito susceptivel na assimilação dos arquetipicos "impostos" pela revista e depois dizer que uma "gorda é uma incapaz psicologicamente para lidar com as consequencias.

Estamos então, de uma forma ou outra, a falar de pessoas incapazes de grande imaturidade intelectual que são as vitimas de um modelo social autoritario que se impõe e molda o caracter das pessoas fazendo odiarem-se, detestarem o seu corpo e até questionar a sua auto estima. Portanto Estamos no mundo da moda perante uma realidade ditatorial!!!

Desculpe patricia, a ultima frase, escrevo a correr e o português está perene.

Patrícia Soares

Boa noite Artur!

Não é só o público da revista Vogue que é susceptível de esteriótipos. Todos os media moldam comportamentos e isso é inegável, vem nos livros. O público da Vogue tem a particularidade de ser na sua maioria feminino.

Ora já antes desta senhora ter posado para a Vogue Britânica, Ashley Graham posou para a Sports Ilustrated e a seguir para a Vogue. Os comentários negativos não se fizeram esperar. A diferença face ao caderno que aqui debatemos, foi exactamente a forma como a Ashley lidou com eles. Quando diziam a Ashley que ela tinha um aspecto pouco saudável ela respondia que apenas o seu médico podia determinar isso. Quando lhe falavam sobre a sua celulite ela contava a história da mãe que sempre fez desse assunto um não assunto.

Quanto a esta modelo que hoje debatemos não me parece que esteja a lidar com as críticas de forma positiva. A Ashley sempre afirmou que não importava o que as pessoas diziam porque ela era forte. E de facto mostrou que o é - desfilou recentemente pela Michael Kors...

Nunca se fez de coitadinha - soube lidar com os comentários maus que se geraram com a moda das plus size...

Esta senhora que aqui discutimos está claramente perturbada pela facto de não ser aceite pelo público acusando-os de bullying e odio!!!!É plus size para aparecer na vogue em nome da diversidade mas não aceita que o publico não goste porque os comentários do público fizeram da vida dela um inferno...que nós público não sabemos o impacto que os comentários negativos tem na vida dela...por amor à Santa!!!! Então isto não revela uma estrutura psicológica frágil?!?!

Enquanto as revistas de moda começam a explorar à questão das plus sizes como um novo nicho de mercado interessante, a comunidade médica debate-se com a obesidade crescente da população e os seus efeitos negativos para a saúde!!!! Será coincidência?!?!?! Ou será que afinal aquela velha maxima que diz se não consegues combater junta-te a eles funciona???!!!

Já viu os custos em que iriam incorrer as marcas e as revistas a cumprir por exemplo a nova lei francesa que impõe que as manequins antes de ir para a passarela tenham que ter um médico que ateste que o seu IMC não é demasiado baixo?!?!

Parece-me que a lei tem que ir mais longe e impor que também não tenham as manequins um IMC demasiado alto.

A Vogue pode chamar ao plus size diversidade, eu como economista com mestrado na área do comportamento humano continuo a defender que a sociedade engordou e as revistas nas quais a Vogue se insere decidiram engordar também para não perder público

Até porque nós somos hedonistas por natureza - buscamos o prazer e repelimos a dor - é muito frustrante pegar na vogue ver as manequins magrinhas com roupinha à medida delas e depois olhar para o espelho e concluir que a única coisa que nos serve é o cortinado...

Depois pergunta-se que características tem as pessoas com poder de compra???? Quais as características das actuais clientes da Vogue???! Se são gordinhas não faz mal porque se necessário for e a Vogue engorda com o público

Mas brincadeiras à parte, a responsabilidade dos media dentro dos quais se insere a Vogue é enorme. Lembro-me de um estudo da Universidade de Coimbrã que falava sobre isto mesmo - os media, o gênero, e a influência dos media na identidade do gênero e na construção social do próprio gênero

Temos também os estudos de Laura Bobone dos corpos como objectos sociais para além das diferenças biológicas e anatômicas de homem/mulher

E esta imagem leva também à diferenciação social dos papéis atribuídos às mulheres e aos homens

E Bobone é particularmente interessante quando diz que é no campo da estética que o corpo se manifesta mais como objecto social nomeadamente através da moda. É a moda que veste a identidade do corpo

E podíamos aqui pegar em variadíssimos temas: é cientificamente aceite que o poder da imagem nos media influência as mass determinando comportamentos. Depois pegamos no poder da imagem e constatamos que ao longo dos anos essa imagem foi marcada por modelos demasiado magros, demasiado perfeitos, demasiado atléticos e como consequência (pelo menos os estudos suportam uma correlação elevada) temos a baixa auto-estima, a depressão, a anorexia etc

O poder de influência é tão grande que no longo prazo tornou-se um caso de saúde pública com as ações em tribunal da ordem dos médicos como referi acima ou até mesmo intervenção política em forma de lei como a França

Depois podíamos explorar outro tipo de teorias que postulam que a imagem destas revistas concebe o corpo feminino como idealizado pelo olhar masculino e da necessidade que algumas mulheres têm de satisfazer as pretensões masculinas e parecerem-se tão perfeitas como a publicidade. Teoria esta com a qual não concordo por considerar demasiado sexista e considerar que pelo menos na Europa a questão do gênero já tem outro tipo de tratamento. Mas é uma teoria consistente para países em que a diferença de gênero é ainda grande.

Mas claramente a pergunta que nos lançaram foi sobre o que achamos da campanha da Vogue com modelos plus size! O que eu acho é que sim à diversidade - a moda deve ser para altos e baixos para feios e bonitos. Mas os limites devem ser sempre os da saúde. A partir do momento em que me colocam à frente uma mulher de 1,60 e 120 kg de peso tal não é saudável - a senhora é objectivamente obesa, a obesidade é uma doença portanto é um life style que não deve ser divulgado enquanto ideal simplesmente porque não o é. Assim como tenho a mesmíssimo opinião se me colocaram à frente uma mulher com 1,70 de altura e 40 kg de peso - não é igualmente saudável

Por hoje por aqui me despeço amanhã há mais. Boa noite a todos 😊

SMACK

Boa noite Patrícia e Artur. Muito nos satisfaz que conseguimos criar um espaço onde podemos explorar os comentários iniciais que deixam muitos pontos soltos.   gostaríamos de lançar outra questão, mas antes disso, gostaria de saber se estariam interessados em abrir este debate a mais uma pessoa. Trata-se de Liliane Mira e tem um blog que defende a sua visão das pessoas plus sise. Julgamos que trará uma outra posição que será benéfica para o debate. Claro está, que fica dependente da vossa aceitação. Aguardo as vossas respostas, obrigado!

*plus size, desculpem!

Artur Giestinhas

Olá boa noite

pode ser

É bem vinda

Patrícia Soares

Olá bom dia!!! É sempre bem vinda

Liliane Mira

Bom dia

SMACK

Bem-vinda Liliane a este debate! Vamos continuar. Na vossa opinião e num mundo ideal: Como deve agir uma pessoa com excesso de peso quando se expõe publicamente? Qual deverá ser a posição dos comentadores perante essa exposição? Devemos comentar publicamente a saúde dos outros?

Pedia que fosse a nossa nova convidada, a Liliane, a começar. Obrigado!

Liliane Mira

Para começo de conversa excesso ou escassez de peso atualmente é algo complicado visto que cada vez mais as pessoas são consideradas gordas mesmo não tendo excesso de peso.

Inclusive já há médicos nutricionistas que adotam o método HAES health at every size ou seja, respeitando tudo o que contribui para o peso de uma pessoa e que reúne um conjunto de fatores genéticos, psicológicos, etc.

Estão a abandonar a ferramenta arcaica que é o IMC índice de massa corporal precisamente por ser chapa cinco e com isso não respend

A forma como uma pessoa gorda se deve comportar deve ser igual a todos os seres humanos visto termos os mesmos direitos.

Ou seja, ninguém se deve esconder, reprimir, anular, por causa de incómodos alheios. Muito pelo contrário, quanto mais somos expostos a algo, mais nos habituamos.

Artur Giestinhas

Ola Patricia de acordo quando diz que as revistas como a Vogue mudaram para não perder publico... A revista tem um proposito comercial e como qualquer empresa pretende encontrar novas tendencias novos mercados e novos publicos alvos ou seja vender toda a parafernália de produtos cosméticos, acessórios e roupa, seja um cortinado para uma magricelas ou um retiro de verão num SPA qualquer, ou uma dieta equilibrada patrocianda por um supermercado. Acontece, e manifesto o meu acordo quando afirma que as revistas e em particular a Vogue subrepticiamente forjam estratégias para incuntir comportamentos quase irrefletidos com o fito de estabelecer tendencias no campo de moda. Mas não me parece de todo que seja este o propósito da revista criar uma nova tendencia com as pessoas obesas; É porventura uma nova abordagem diria até pedagógica, sim pedagógica, com o objectivo de conscicenlizar as pessoas para a realidade da obesidade e que os magrinhos não tem que a partir de agora ir a correr para as cadeias de fast-food com intuito de engordar porque agora é "moda" ser gordinha! Não de trata isso. Aliás numa sociedade democratica livre tem e deve existir espaço de inclusão para todos sem excepção.

Liliane Mira

Quanto à questão duma suposta preocupação com a saúde ela é bem falaciosa visto que da saúde dos magros ninguém quer sabger verdadeiramente. O que passa honestamente com as pessoas gordas é que não gostam do aspecto delas e reprovam-nas. Para o fazerem tranquilamente usam a capa ou desculpa da saúde ou bem-estar.

Tudo isso é patrocinado pela indústria parasita da cosmética, das cirurgias, farmácias, etc.

Há magros doentes tal cm há gordos saudáveis.

Isso é facto..

Artur Giestinhas

Com alguma perpelxidade parece-me quer afirmar que os gordinhos e gordinhas são um estorvo para a sociedade, devem ser afastados de determinados suportes comunicacionais são um encargo para os sistemas de saude e não são o arquetipo ideal de beleza, e não pretendem se-lo, mas pretendem ser parte da sociedade e não serem excluidos, é obsceno, a isto se chama segregação! O que mais me chocou foi achar que se Callie Thorpe não detinha a capacidade psicológica de ser enxovalhada, insultada, rebaixada não se devia ter posto a geito, mas desde quando é que alguém deve estar sujeito a este tipo de invectivas!!?? Se um gordinho é gozado na escola e não aguenta a pressão e como não possui suficiente maturidade deve portanto abandonar a escola!!?? Se ela fosse negra e obejcto deste chorrilho odioso não eramos nós que estavamos a debater este nesta plataforma mas seria um escandalo de repercussões internacionais com abertura de telejornais. Isto só demosntra o preconceito existente com as pessoas obesas, desde o ensino até ao mercado de trabalho são vitimas constantes de indolentes patetas.

Ola Liliane

Liliane Mira

No mais concordo com o Artur, até então

Artur Giestinhas

Concordo Liliane, estamos sem duvida perante um preconceito e de uma industria parasita que manipula as emoções das pessoas para vender toda a quinquilharia de produtos.

Uma mulher seja gorda está tão adaptada á sociedade e ao meio em que vive como qualquer outra pessoa qualquer, tem cerebro, tem talento e produzem prestando um grande contributo á sociedade!

Liliane Mira

A Vogue fez uma ótima aposta.

Precisamos de representatividade gorda ou seja que as pessoas gordas apareçam na media por bons motivos. Há essa necessidade visto que a maioria das pessoas que aparecem na TV, nas revistas, na imprensa em geral, são todas magras. Quando são gordas, é sempre a denegrir, nunca a elogiar. Até mesmo os papéis que são dados a pessoas gordas em filmes ou séries, não são favoráveis.

O associarem sempre pessoas gordas a comida, a preguiça ou burrice é outra treta.

Artur Giestinhas

Liliane com calma, coloque as suas opiniões e vamos respondendo ao longo do dia, se não passamos o tempo em frente ao computador e claro muito sedentarismo engorda-se....rsrsrsrs  

Liliane Mira

Ninguém está a pedir para os magros engordarem, apenas que deixem as pessoas gordas em paz.

Eu não gosto de morcela por isso não como. Não vou desfazer quem come ou gosta.

Não gosto de certos tipos músicas, então não as ouço.

Só não vou pedir pra que, aquilo que eu não aprecio seja banido ou invisiabilizado.

Porque é o que fazem com as pessoas gordas. Invés de ignoraram, maltratam, humilham, etc. Isso não as irá ajudar e jamais é feito com boa vontade.

Não querem ver gente gorda na praia? Não vão há praia então. Mas não são os gordos que gostam de ir que têm de deixar de o fazer.

A sociedade não quer gente gorda por isso os repudia. De igual modo agem com negros, gays, deficientes, etc.

Porém a gordofobia é socialmente aceite. Muito bem aceite mesmo até porque se disfarça de cuidados de saúde.

Uma pessoa magra pode estar a fumar a beber álcool e até a comer fast-food que ninguém a incomoda. Mas coitada da pessoa gorda que coma um bolo ou gelado na rua, é o caos.

Artur Giestinhas

A obesidade e cinema seria também um debate deveras interessante, uma analise desde a decada de 40 de Hollywood ate aos dias de hoje a mulher não foi sempre magrinha. As estrelas de Hollywood foram as grandes referências de beleza e forma física durante os anos 40 e 50. Sexy, voluptuosas, ancas largas e seios protuberantes colocando soutiens com enchimento, naquele tempo ainda não havia silicone divas como Rita Hayworth e Jayne Mansfield eram o arquétipo, a femme fatale. Hoje em dia eram consideradas GORDAS!!

Liliane Mira

Vivemos numa sociedade de privilégios e nesta questão da qual falamos, as pessoas magras são as privilegiadas.

Sempre que se fala em pessoas gordas a obesidade vem à tona. Porque é que sempre que se fala nas magras a anorexia, bulimia, ortorexia entre tantos outros transtornos não é mencionada ou posta em causa também?

Artur Giestinhas

https://www.youtube.com/watch?v=dbvnzSq4MZ4&feature=youtu.be

Liliane Mira

Porque a nossa sociedade impõe a cultura da magreza a cultura da dieta, etc.

É tudo compulsório, as pessoas são assim socializadas desde o dia que nascem. São injetadas com esse chip.

Dantes era gordo quem usasse um XL em diante hoje já se acham assim ao usar um M ou 38/40.

Que rica mensagem transmitimos às crianças e jovens.

Já conhecia, é ótimo Artur.

Mas o Brasil é o campeão número um de gastos com cirurgias e tratamentos estéticos.

Porém o ativismo gordo por lá é muito rico.

Aqui mal temos isso. As bloggers plus até nem são assim tão plus e investem mais em moda do que na desconstrução de todo um pensamento gordofóbicas.

Gordofóbico

No mais NINGUÉM faz apelo à obesidade, isso não existe é um mito tal como são o do racismo branco, o da heterofobia, etc.

Artur estou calma mas com problemas na net, daí que isto esteja meio instável pq escrevo a net cai, depois liga e sai tudo de rajada.

Já tinha pedido desculpa por isso.

Artur Giestinhas

Sabe o que pretendo exemplificar com este filme de "Gostosas, Lindas e Sexies? Que uma opinião negativa ou positiva é formada como nos transmitem a informação, Ou nos indentificamos e criámos empatia ou detestamos, é assim que moldam a sociedade em relação ás pessoas obesas.

Liliane Mira

É isso mesmo Artur.

Sobre obesidade de forma mais honesta: http://everydayfeminism.com/2015/05/gtfo-with-obesity-epidemic/?utm_content=buffer3ae47&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Mas esse filme é uma exceção à regra. Tomara que mais exemplos desses surjam a cada dia.

Em filmes, séries, na música, literatura, etc. Na media em geral.

As pessoas gordas sofrem de preconceito até dentro do consultório médico. Essa negligência é alarmante.

Qualquer queixa que tenham remetem para o peso ainda que as análises não acusem nada de excesso - colesterol, açúcar, pressão, etc.

Essa é outra batalha, sofrem de preconceito em todo o lado até em casa, pela família, na escola ou trabalho (isto quando conseguem emprego), através dos media, etc. É non-stop.

Patrícia Soares

Boa tarde a todos!!!

Olá Liliane!

E Artur

Estive a ler o artigo de opinião que gentilmente partilhou connosco! Se teve oportunidade de ler toda a nossa conversa então deve ter-se apercebido que fui prof. universitária e assistente do director do Instituto de Psicologia Aplicada. Neste momento encontro-me a terminar o meu doutoramento em Londres. Isto porquê?!?! Porque para uma acadêmica de coração e alma como eu ler um artigo de opinião que pretende arrasar os estudos efectuados até hoje causa-me um enorme arrepio na espinha. Particularmente quando diz que o conflito de interesses existe - não aponta nenhum, não apresenta factos que violem a veracidade dos pressupostos de base do modelo, limita-se a prometer que sim que existe esse tal conflito de interesses....para mim é o mesmo que dizer que há vida em Marte - uns acreditam outros não, a investigação , essa continua

E a autora do artigo prossegue a dizer que ela é formada e uma adepta ferrenha da ciência!!!! Ora não saberá então essa senhora que para se fazer uma investigação tem antes de tudo de provar por "a" mais "b" a uma comunidade científica de que existia mais valia para o conhecimento com o estudo do tema proposto?!?!?! E que, se aceite pela comunidade científica, o tema da investigação todos os pressupostos do modelo tem que ser validados????!!!!! E escusado será dizer que em qualquer investigação se constrói um modelo de análise e que esse modelo é a representação da realidade no que estatisticamente chamamos "n" mais uma vez???!!!! Será que a senhora sabe quantos testes e os caminhos que desbravamos para validar uma só variável de um modelo científico???!!!

E tantas décadas andamos todos enganados - se calhar amanhã alguém se lembra de dizer que a terra afinal é quadrada...

Liliane Mira

Eu também sou licenciada embora noutra área, Comunicação Social e Educação Multimédia

e embora o que digas não fuja totalmente à verdade também penso que atualmente muitos estudos servem as massas, grandes lobbys, etc.

Ainda que, dentro da área científica mas, não quero fugir ao main theme.

Patrícia Soares

Depois o tema das indústrias cosméticas e farmacêuticas e por aí que andam à volta da mulher perfeita!!!! Ninguém me quer convencer que em pleno século XXI na Europa alguém acredita que emagrece com gel reductor?!?! Ou que os comprimidos substituíram Deus na que a milagres diz respeito.

Isto é simples e é matemática: um indivíduo saudável que pretenda perder peso tem que criar um défice calórico. Ponto e ponto final. A questão é que a relação que as pessoas desenvolvem com a comida é tão emocional que simplesmente não conseguem

Por falar em indústrias temos a indústria alimentar - essa bandida - as quantidades de sal, açúcar e gordura que os alimentos processador tem causam adição ou vicio semelhante ao da droga. Nos EUA esta mesma indústria começa a estar preocupada com o facto de associações de consumidores os processarem à semelhança do que acontece com as tabaqueiras

Quanto à estética o Dr. Ângelo rebelo - um senhor no que à estética em Portugal diz respeito - revelou há poucas semanas as novas estatísticas onde se verifica que as lipoaspiracaoes para remocao de gordura nas zonas abdominal e coxas aumentaram exponencialmente face ao período homologo do ano transacto.

Ora isto levanta a questão: quem não se sente bem com o que? As magras não se sentem bem com as gordas ou as gordas não se sentem bem com elas mesmas? E estamos a trabalhar ao nível da percepção (e não ao nível da dissonância cognitiva como aquela senhora autora do artigo dizia)

O comparar a obesidade ao racismo - nem eu com os anos que tenho de África e que são muitos me permiti opinar sobre racismo...porque quando estamos em África a primeira certeza é preconceito que cai por terra é a do racismo e a forma d manifestação social do mesmo

Liliane Mira

Tal cm as reduções de estômago mesmo em pessoas que não apresentam problemas de saúde associados à obesidade, também aumentaram exponencialmente.

Comparei formas de discriminação de minorias, obviamente não são da mesma ordem.

Pelos vistos as pessoas gordas não se sentiriam tão mal se o resto da população não as massacrasse diariamente.

Porque até mesmo ergonomicamente falando a sociedade coloca os gordos à margem.

Seja na roupa que vendem, no tamanho das cadeiras ou assentos, etc.

Patrícia Soares

Eu não sei se o IMC é de facto o melhor indicador ou não! Acredito que quando cientificamente se comprovar existir um melhor a OMS irá adopta-lo. Para já e até onde se sabe a nível mundial permanece o IMC. Para praticantes de musculação (como eu por exemplo) usamos também o índice de gordura corporal

Respondendo claramente à pergunta do moderador uma pessoa com excesso d peso publicamente tem que ser igual a si mesma. Pessoalmente não tenho nada contra pessoas com excesso de peso. O que se passa na realidade é que são as pessoas com excesso de peso que não se sentem bem - que estão sempre mesmo inconscientemente a questionar-se sobre a avaliação que fazem delas.

Parece-me que aqui se estão a confundir conceitos. Uma coisa é aceitar que existem pessoas gordas. Toda a gente aceita, faz parte integrante da realidade - é de convívio fácil - ninguém se choca. Outra coisa é quererem impor o ser gorda como um exemplo a seguir. Ora não é - não conheço médico que diga o contrário.

Se tem o mesmo direito que tem os magros?! Tem claro, nunca tal esteve em causa.

Mas se ser gordo e ser saudável quero já que me restituam a minha parte de impostos que o SNS gasta por anos em cirurgias bariátricas, porque afinal andamos todos enganados e a ciência é uma falácia.

Vou-me inscrever já amanhã na escolinha primária para aprender tudo de novo

A questão do ergonomicamente fez-me lembrar quando a General Motors se estabeleceu em Portugal!!!! Como é sabido aqui existe a cultura de ficar sempre depois da hora para o chefe ver que se trabalha. Ora, para a GM ficar depois da hora era um problema porque a segurança falhava na ronda, os alarmes não podiam ser acionados e as suas consequências com as seguradoras que não se responsabilizavam, a limpeza encalhava e por aí fora. Então chamaram o CEO português e correram com ele por uma razão simples: o trabalho que você tem por dia em média faz-se das 9h às 17h - ora você só consegue fazer das 9h às 22h - conclusão: é ineficiente não serve

Liliane Mira

O correto socialmente falando seria que toda a gente se sentisse bem consigo e quem quiser mudar algo, não por pressão estética ou da sociedade que o fizesse sem que isso tivesse de se tornar um estandarte.

Mas não, tem de se glorificar a magreza, nenhuma oportunidade pode faltar. É fulana que teve um filho e já recuperou "a boa forma" leia-se emagreceu. Ou os Biggest Loser tão aclamados ou os ditos corpos de verão, whatever.

Obviamente que as pessoas gordas estão sempre em estado de alerta são avaliadas a todo o instante em todo o lugar.

Ser aceite não é simplesmente deixarem-nos existir. É serem devidamente representados invés de estarem subjugados aos bastidores da vida.

http://umacascadenoz.cartacapital.com.br/da-meta-eficiencia-os-transtornos-alimentares-e-subjetividade-capitalista/

Patrícia Soares

Nos em sociedade temos que ter padrões, regras. Também não conheço que a indústria tenha efectuado grandes investimentos para pessoas canhotas - também são pessoas que fogem à regra mas cuja análise custo-benefício não justifica o investimento. E é por aqui que tudo passa - actualmente a indústria da moda começa a fabricar tamanhos para plus size simplesmente porque justifica o investimento (que socialmente equivale a dizer que a população está cada vez mais obesa). Desengane-se quem achar que de repente a moda começou a amar as plus size e então apostou na diversidade...isto chama-se Impact marketing... caridade nem a Santa Casa

Liliane Mira

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1464634626925861&id=152514608137876

Patrícia Soares

Os gordos estão nos bastidores da vida?!?! Tem menos oportunidades de sucesso que as magras?!?! Isto só pode ser uma constatação empírica. Já não chega o compadrio português temos agora a questão da gordura

Liliane Mira

Ninguém quer caridade mas dispensa-se crueldade, é simples.

Pessoas gordas saudáveis tal como magras doentes, há muito em ambos os espectros.

A gordura por si só não é sinal de doença nem de ociosidade, não necessariamente.

Quanto ao resto é lógico que não se lembraram das pessoas plus, obviamente é negócio mas também é inclusão.

Com certeza que, numa entrevista de trabalho não perguntam a um magro se é preguiçoso ou doente cm fazem a pessoas gordas.

Patrícia Soares

De facto e falo como pessoa que já teve que construir equipas, se estivermos a falar de equipas comerciais de bens não tangíveis - é preciso sim algum recato na escolha do look da equipa comercial. Agora nas restantes áreas não concordo - um mau profissional custa muito dinheiro tanto mais não seja porque para o ter, temos que colocar na empresa pelo menos mais 2 pessoas - o que se reflete num custo de oportunidade elevadíssimo - se estivermos a falar no filho do ministro que nos abre caminhos ainda aceito, agora o comum dos mortais?!!!!!

Tinha eu acabado a licenciatura quando numa entrevista me perguntaram se eu queria ter filhos! Isso só torna o entrevistador um idiota chapado não me torna a mim menos mulher

Liliane Mira

É diferente

não me digas que não entendes?

Associação de pessoa gorda com preguiça, ócio.

Não tou a defender que essa pergunta dos filhos seja razoável porque não é. Mas essa é feita a várias mulheres não a um grupo específico.

Patrícia Soares

Eu por norma associo uma pessoa gorda a um desequilíbrio hormonal. Não tenho preconceitos nenhuns em relação a isso mas acredito que a sociedade não funcione assim o que é pena

Liliane Mira

Claro que nada nos torna menos mulheres, não é essa a discussão. O que se trata é de sermos tratados com a mesma dignidade.

Eu também não tenho nada contra pessoas magras, apenas precisam de saber os privilégios dos quais usufruem e levá-los a outro nível. Cm diz o ditado, se não for para ajudar ao menos não atrapalhem.

Os motivos podem ser vários, há N causas para excesso de peso. Mas a norma é associarem a gula, preguiça, falta de higiene, etc.

Mas às pessoas magras associam que elas o são por esforço daí terem mérito, louvores, etc.

Ou seja são magras porque se cuidam, fazem exercício, comem saudavelmente, etc.

No entanto mesmo se depois constarem que só elas só o são por questão de genética como em muitos casos não as criticam por não serem tão saudáveis, por comerem gorduras, açúcares, etc.

Mas se for uma pessoa gorda cujo núcleo familiar e de amigos vê que se come saudável, que se exercita etc não mudam de comportamento. As piadas sobre peso, nas festas a famosa frase "TU não devias comer isso" sempre surgem. Os mais variados conselhos ou dicas obre dietas ou receitas sempre surgem nunca havendo sossego.

Fora de casa a pessoa é humilhada de várias formas, objetivas ou subjetivas de modo direto e vociferado ou indireto e silencioso.

E por tudo isso em conjunto com o que já mencionei, há uma grande percentagem de gorda que desenvolve problemas psicológicos depois se isolam o que agrava tudo.

*gente gorda

Então toda a sociedade é culpada.

Falaste do look Patrícia.

Uma pessoa gorda nem tem de ter mau look, muito menos destoar numa equipa. É o seu intelecto que foi contratado não sua aparência, exceto algumas profissões específicas.

Não acho que ser gordinha está na moda e muito menos que isso esteja a ser incentivado. O que se está a tentar fazer é trazer essa fatia da sociedade para a media, representa-las tal cm as outras pessoas. É aí que entra o exemplo dos negros, gata, etc. Na representatividade dessas pessoas também e fora de clichês negativos.

Penso que a Callie Thorpe tal cm outras foi convidada nesse sentido pq com a era digital a pressão começa a ser maior até perante os media. E isso é ótimo.

E a repercussão que teve só prova o quanto a sociedade é gordofóbica e como isso tem que mudar. Não é a Callie que é fraquinha, ela não tinha de aguentar os comentários maldosos. Pelo contrário ela foi muito forte inclusive ao expor a situação e por isso estamos aqui a falar. Nós e o mundo.

Acrescento ainda que, o mundo não quer de todo ver pessoas gordas felizes. Quando as há suscitam um ódio tremendo.

É triste mas real.

Patrícia Soares

A Liliane em que se baseia para afirmar que as magras tem privilégios, tem mérito, louvores? Isso está escrito onde? Isso é a percepção que a Liliane tem mas a percepção é o cérebro a atribuir um significado a um estimulo sensorial...varia de pessoa para pessoa - não é o facto de a Liliane ter essa leitura sobre o ambiente que a torna verdadeira. Não existem evidências estatísticas que permitam afirmar que existe uma relacao entre gordura e carreira profissional.

Nem sequer faz sentido a luz da lógica já para não falar a luz de tudo o que é ciência econômica. O objectivo primeiro e ultimo de uma empresa é ganhar dinheiro - para tal contesta quadris de acordo com a aptidão demonstrada não de acordo como índice de gordura....

Mas o que nos dizem as estatísticas é que grande parte das pessoas obesas tem baixa auto estima porque não se enquadram nos padrões sociais. E essa baixa auto estima pode estar na base de uma percepção errada

Não concordo que a sociedade seja gordofobica - a sociedade aceita as pessoas obesas. A OMS classifica a obesidade como uma doença assim como o outro extremo - a anorexia. Ambas resultam da relação emocional que se tem com a comida. E essa sociedade que condena, e a mesma disposta a gastar milhões no estudo de meios para combate à obesidade mas também à anorexia.

Vamos então fazer vogues com as anoréxicas doentes tal como elas são! E vamos então medir os comentários dessa mesma sociedade. Com certeza não serão melhores. E certamente no mundo do trabalho mais depressa arranja emprego em igualdade de circunstâncias uma gordinha que uma anoréxica

Qual das 2 lhe parece mais saudável?!?!

A Callie reagiu mal aos comentários - não se pode pedir a uma pessoa para posar para a Vogue e depois dizer ao público (do qual a Vogue vive) calem-se. Ou então digam só coisas bonitas. Temos o exemplo da Ashley Graham que também posou para a Vogue foi muito mais criticada - a casa Michael Kors chegou a dizer que nunca usaria modelos plus size porque teria que alugar um estádio de futebol para a roupa....existe pior que isto???!!!! Compararado com as críticas à Callie, a Ashley foi muito mais humilhada - como!, estádio de futebol?!?! - e o que fez a Ashley?!?! Deu a volta por cima, afirmou eu sou forte e ninguém me derruba! E o que lhe aconteceu por enfrentar as críticas uma a uma de forma construtiva e positiva?!?! Voilà desfilou este ano pela Michael Kors...

Agora a Callie ou é um ato publicitário ou não sabe lidar com as críticas. Ora uma pessoa quer ser capa da Vogue mas não quer críticas...más ressalve-se

Dizer-me que se associa às gordas o consumo excessivo de alimentos maus é óbvio - é a primeira percepção que se tem. Um indivíduo saudável - sem problemas hormonais só é gordo se quiser - eu própria tenho hipotireoidismo uma doença crônica da tiróide que desacelera o metabolismo e faz as pessoas engordarem. Contudo para 1,61 m tenho 55kg de peso e um IMC de 22%. Só há 3 macronutrientes que se pode ingerir: hidratos, gorduras e proteínas. Ora se queremos queimar gordura cortamos nas gorduras e aumentamos a proteína e optamos por hidratos de baixo índice glicêmico. Não há segredos. Não é a sociedade que nos odeia. Essa é a desculpa mais simples. Nos é que temos de decidir o que queremos ser e como queremos estar nessa mesma sociedade

Ou temos desculpas ou temos resultados - nunca as 2 coisas

O mundo não quer ver as pessoas gordas felizes!!! É uma afirmação que dava para rir se não fosse dramática!!! Isso é colocar a responsabilidade numa entidade indefinida...é como quando dizemos que "a culpa é do Estado" que a boa maneira portuguesa equivale a dizer que não existe um rosto para o culpado - é ao mesmo tempo tudo e nada. Ora se o mundo e a sociedade são assim tão maus como é que deixam que se gaste milhões para o combate à obesidade e também ao outro extremo a anorexia?!?!?! A ser verdade que a sociedade não quer gordinhos felizes e gasta um horror de dinheiro com eles?!?!?! A sociedade defende valores como o direito a saúde e é no exercício desse direito dos cidadãos que o estado exerce o dever de gastar tanto dinheiro na prevenção

Eu defendo que os hábitos de vida saudáveis devem ser incutidos, publicitados, incentivados, e por aí fora.

Passo a transcrever o resultado de um estudo sobre obesidade e genética

"Em um certo nível de atividade física e restrição de calorias, todos podem ficar magros. Esse nível pode não ser agradável, mas os resultados são certamente alcançáveis com a estrita observância de uma dieta e programa de exercícios cuidadosamente planejados. "

Dizer que a sociedade é culpada tira-me do sério porque é uma tentativa de desresponsabilização consciente ou não de nós mesmos. Nós somos responsáveis por nós em 1o lugar. Temos que definir o que queremos e traçar o caminho até ao objectivo. Agora desistimos ou nem sequer tentamos e deitamos as culpas no alheio é o caminho mais fácil. Há que sair da zona de conforto para se ter resultados

Liliane Mira

Faça então uma análise de quantas pessoas gordas são bem-sucedidas no mercado do trabalho vs magras. Comece pelo seu núcleo, veja quantas conhece.

Quanto à sociedade de privilégios é simples, vivemos num mundo que crê e defende a meritocracia, algo que é uma utopia mas que continua a ser amplamente difundido e divulgado ou seja, supostamente todos temos direitos e oportunidades iguais então quem não é bem-sucedido é porque não se esforço, não saiu da zona de conforto, no pain no gain, blá blá blá whiskas saquetas. Ou seja a culpa é da pessoa... sempre dela, nunca do meio. Loolll

Logo, não é paranóia minha nem de ninguém é algo muito factual antropologicamente e socialmente falando.

Claro que a gordinha me parece mais saudável mas a nível de contratação creio que a mais magra passaria entrevistas sem dúvidas.

Falou em padrões sociais e na co-relaçao dos mesmos com auto-estima então como desculpabiliza a sociedade e seu peso nisso sendo que é quem imputa um molde? Com isso exclui automaticamente quem não se encaixa.

Obrigar a se encaixarem forçosamente ou seja a emagrecer não é propriamente desejar que sejam felizes. É anular todas essas pessoas. Porque não unir esforços para a inclusão destas pessoas em sociedade? Porque não criminalizar a discriminação?

Porque é mais fácil lavar as mãos dessa responsabilidade que é de todos nós, chutar pra canto é culpar as pessoas pelo seu estado.

Promover hábitos de vida saudável é óbvio que é bom mas não é o que se vê nesta era do do culto ao corpo.

Se as pessoas emagrecem com exercício e dieta sim mas também há contra-indicações, efeitos secundários, etc.

E ninguém é feliz ao viver continuamente assim, a contar calorias, não é possível.

Quanto a comida há magros que comem imenso tal como há gordos que comem pouco. Mas só os gordos são julgados pelo que comem constantemente.

A Callie não é uma profissional cm a Ashley, logo não dá pra comparar.

E as pessoas não são todas iguais nem devem ser mas tal cm disse, há regras e normas em sociedade então o respeito pelo próximo deve ser uma delas.

Eu no lugar da Ashley nunca usaria Michael Kors ou desfilaria para ele, não por orgulho mas por dignidade.

Voltando aos privilégios, se umas pessoas têm mais direitos que outras, elas são privilegiadas. Isso acontece com magros em relação a gordos, com brancos em relação a negros, com heteros em relação a gata, com pessoas sem handicaps em relação a quem tem algum tipo de deficiência, etc. Porque a tal igualdade que dizem existir é apenas teórica.

Aceitar alguém parte do princípio de não querer que essa pessoa mude. Logo, a sociedade não aceita os gordos, nem sequer os tolera, só se limita a deixá-Los existir. Mas, creio que se pudessem duvidavam todos, gordos, negros, lgbts, deficientes, etc.

Correção, não é duvidavam mas sim dizimavam.

Não são os gordos que tem de aprender a ser fortes, a suportar infâmias, etc. São os magros que devem reformular seus conceitos e não serem fracos ao ponto de terem de humilhar outros para eles se sentirem bem.

Se todos agem assim? Não, claro que não. Mas muitos ainda o fazem.

E com certeza quem chama uma pessoa gorda de baleia não está preocupado com a saúde dela física ou mental. Está somente a destilar ódio e assim age porque pode.

Sendo a gordofobia um preconceito muito bem tolerado pela sociedade em geral.

Já estive num grupo de mães feministas

e surgiu o tema do peso. Algumas disseram que antes de engravidarem chegaram a ter fases de magreza extrema onde até se viam os ossos e nunca lhes foi dito nada quer por amigas, colegas de trabalho, etc. Aliás algumas até eram elogiadas.

Mas após a gravidez, enquanto não emagreceram não tiveram paz, era uma pressão diária de todas as frentes.

A minha melhor amiga ainda ontem falava comigo e disse-me o mesmo, que após a 4a gravidez dela aos 42 anos, acumulou mais peso e nunca sofreu tanto ou teve sua auto-estima tão abatida devido a pressões externas.

Diz que não há piedade sequer, que as pessoas comparem-se demais a capas de revista, a gente que têm acesso a tratamentos caríssimos, que exigem ter o corpo de antes em um mês ou dois e que dizem "gravidez não é desculpa".

Então, enquanto ela não emagreceu não teve sossego.

Isto é normal? Não, não é. É uma loucura, pânico de peso a mais, fobia até à gordura alheia, etc.

Há também a questão que dos homens que gostam de mulheres gordas mas que devido a esse preconceito da sociedade, não se relacionam com gordas porque não aguentam os comentários jocosos constantes de familiares, amigos, colegas de trabalho, etc.

Recebi esse tipo de confissão na minha página de FB em off. E também me pediram pra publicar artigos sobre isso para que eles pudessem partilhar. E não falo de fetiches refiro-me mesmo de gostarem de se relacionar com mulheres gordas e de encontraram tantos entraves a isso.

Há de facto um grande problema e preconceito com as pessoas gordas em geral e isso não dá pra negar.

Artur Giestinhas

Ola! Boa tarde Patricia e Liliane

Excelente conversa sobre o problema de uma mulher mas que bem podia ser sobre um homem, no fundo somos uma sociedade que independentemente de questões de género existem muitos pontos em comum.

Uma mulher, obesa não é um impeditivo de ser bem sucedida socialmente, profissionalmente e desportivamente.

É absolutamente irrelevante o IMC, só serve como um indicador para estabelecer um padrão ideal de corpo para a população e segundo a comunidade médica ultrapassandos detreminados valores as pessoas são apelidados de doentes, nada mais reacionário.

Uma pessoa obesa não significa que seja doente, bem pelo contrário são muitas vezes mais saudáveis do que pessoas ditas normais, só porque o OMS determinou que ser só per si gordinho já é uma carecteristica deletéria e sujeitos a todas as pressões, aliás era interessante detreminar qual é, e tem sido o impacto psicológico desta onda anti-obesidade a nivel global sobre as pessoas.

Um obeso poderá ter propensão para contrair determinadas doenças, mas não significa de todo que venha a padecer de qualquer doença relacionada com a obesidade, aliás há determinadas doenças do foro psiquiatrico, interacção medicamentosa, alterações hormonais que provocam obesidade, são casos de uma doença pre existente que provocou obesidade sendo completamente diferente por razões hereditárias e genéticas.

Tenho experienciado um aumento constante de pessoas que se debatem quase diáriamente em ginásios, mergulhados em dietas quase ao pormenor matematico das quantidades de calorias que devem ingerir diariamente, o controlo diário do peso corporal, uma autentica paranoia para manter até ao ridiculo o tal ideal de corpo atletico, o desánimo total porque ganharam mais 500g de peso... Uma autentica paranoia e que num futuro proximo nos iremos deparar com os "doentes saudáveis" o excesso de protainas e problemas nos rins e figado, e exercicos extenuantes que provocam danos musculos-esqueléticos. Tudo isto em nome do IMC e da pressão exercida de uma industria transversal que alimenta a paranoica insegurança das pessoas acabando por odiarem os eu corpo e claro o dos outros como foi o caso da Vogue.

Como as directivas da União Europeia determinaram um conjunto de medidas para calibração da fruta nós seres humanos estamos precisamente sujeitos a este tipo grinaldas, porque se não estamos calibrados somos excluidos e postos de parte e cuidado ainda podemos influenciar negativamente os mais sensivéis ao aparecer numa revista que é uma treta de um panfleto comercial com artigos de valor duvidoso. Um pouco como a Playboy com mulheres nuas e põe para lá uns artigos a ilustrar a revista para dar um ar mais sério á coisa!

Em 1970 nasci com um peso de 4,3kg e segundo os critérios médicos actuais estaria no grupo de 35% das crianças que nascem obesas e no presente tenho 1,80 e de peso 82kg, e isto se aplica à geração de 70 e 80 porquê?

Liliane Mira

Olá Artur e Patrícia.

Concordo ctg e com certeza se estende aos homens este tipo de preconceitos, ninguém diz o contrário. Mas, com as mulheres é mais pesado acredita.

Há toda uma pressão sobre a mulher em ser perfeita em vários espectros o que também é um mal social.

Deixo este vídeo: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1613445998730126&id=238944242846982

SMACK

Olá a todos, obrigado por continuarem este debate. Uma vez que estamos a chegar ao final deste debate, pedia que deixassem uma última reflexão sobre este assunto que, embora seja muito abrangente, pedia que focassem esta conclusão na notícia da Callie Thorpe. Obrigado!

Liliane Mira

E não maltratamos ou julgamos ninguém, é só isso que pedimos o mesmo tratamento que damos.

Patrícia Soares

Podíamos estar aqui a discutir esta questão ad eternum

A minha opinião é muito simples. Até onde a ciência sabe a obesidade é uma doença. Na realidade os estudos demonstram que ninguém gosta de ser gordo...isso é facto - se a Callie gostasse de se gorda não vinha chorar para as redes sociais.

Há que ler comportamentos custe a quem custar

Os objectivos da Vogue são meramente comerciais e na minha opinião uma vez que a Vogue forma/influencia comportamentos não deveria fomentar tendências menos saudáveis - nem de gordura nem de magreza (contra a magreza aliás já países como a França tomaram medidas jurídicas conforme elenquei acima)

A Callie se não quer ou não sabe lidar com a opinião pública que não aceite trabalhos para a Vogue

O comportamento que a Callie adaptou revela que não está psicologicamente preparada para lidar com críticas negativas. Isso está demonstrado

Há uma coisa que em ciência se chama comportamento e há que saber ler esse comportamento de forma imparcial.

Actualmente com toda a ciência ao nosso dispor só é gordo quem quer - obviamente que implica mudança em estilos de vida - há que abdicar de umas coisas para se poder ter outras

Artur Giestinhas

Pelos vistos não é assim tão fácil mudar de comportamentos, se a vogue influência determinados comportamentos a indústria alimentar através do marketing agressivo impele as pessoas para comportamentos muito pouco saudáveis.

Portanto vivemos numa sociedade muito pouco responsável.

Patrícia Soares

A Vogue não influencia a indústria alimentar - a Vogue influencia os mass

Um hábito demora 21 a 28 dias a adquirir

E por definição o ser humano é avesso à mudança

É muito difícil para alguém que sofre de obesidade pedir-lhe que durante 21 a 28 dias não comer pão Branco, não comer gorduras etc. porque ? Principalmente pela relação emocional que tem com a comida. E o mesmo se passa com os anoreticos - é muito difícil pedir-lhes que comam - porque? Por causa da relação emocional que tem com a comida

Ninguém disse que a sociedade é irresponsável - foi dito é que o indivíduo deve definir que lugar quer ocupar nessa sociedade e adaptar comportamentos contundentes a atingi-lo

A Vogue influencia os mass, os mass definem a procura e as empresas a sua oferta

Artur Giestinhas

Sim a vogue influencia as pessoas para adoptar um determinado estilo de vida. Mas a indústria do fast food influência as pessoas para habitos alimentares errados que São responsáveis pela crescimento da obesidade.

A relação emocional com a comida? Depende dos niveis de açúcar sal e aditivos como glutamato monossodico que São extremamente viciantes é nisto q a indústria alimentar usa o seu poder.

Patrícia Soares

A Liliane deve sentir-se bastante humilhada. O seu discurso não é nem em gênero nem em número de uma pessoa imparcial que analisa do ponto de vista da ciência. É um discurso próprio de uma pessoa fragilizada por qualquer situação. Desculpe a franqueza mas a académica em mim fala mais alto por vezes

E tentar colocar gordos e negros no mesmo saco é ilegítimo seja a quem for - inclusive a si

A obesidade é uma doença classificada como tal péla organização mundial da saúde. Ser preto que eu saiba não o é - desde aí o seu pressuposto de análise não serve

E falo com a propriedade com que fala uma pessoa que viveu em África os últimos 12 anos - conheço como a palma da minha mão

Desafio-a a ir à África a viver e lutar lá e depois a tentar voltar a afirmar o que afirma.

Dizer que a sociedade podendo dizimava os negros assim como dizimaria os gordos não é uma afirmação justa nem para uns nem para outros

Julgo que não lhe assiste esse direito -fala sem conhecimento de causa e falar sem conhecimento d facto e um erro gravíssimo:

A leitura atenta daquilo que escreveu deixa escapar uma pessoa capaz de recorrer quase a tudo para fazer valer pontos de vista - negros?!?! Que tem os negros a ver com o assunto da obesidade?!?!

Poderia eu disser que pelo menos o povo negro fez a sua luta e os gordos fazem diariamente a sua luta?!?! Conseguem fazê-la antes disso querem fazê-la? Tem determinação e vontade para isso ?!?!

Ou é apenas desejo e bora lá culpar a sociedade esse bandido sem rosto porque é simples?!

No meu meio garanto-lhe que impera a qualidade e o CV de cada profissional que lá chegam sim senhora por mérito como eu também cheguei

Nenhum profissional está preocupado com a gordura alheia - está preocupado sim consigo mesmo - sabe porquê?!?! Porque a sociedade da qual. Liliane tem uma péssima opinião é individualista

As ocidentais - porque se for a África grande parte dos países sao colectivistas

Antes de opinar recomendo a leitura da classificação das sociedades no mundo a partir da escala de Homes que foi revista a validade à poucos anos atras

Pelo que sei a Liliane é bloger e é da área da comunicação. Como técnica de comunicação deve ter a capacidade de manipular informação. E sente-se atrapalhada para provar o seu ponto de vista quando a ciência fala e quando não existe validada por nenhuma comunidade científica a tese ou a simples ideia de que a obesidade não é doença.

Depois disso tudo lhe serve de objecto de arremesso - como é o caso dos negros e a vontade saloia da sociedade de os dizima.

Não cara Liliana nem todos os argumento nos servem, nem podem servir, nem o devem fazer

Quanto às aventuras do ginásio: a Liliane como profissional da comunicação atira argumentos fundados apenas no empirismo rudimentar tendo por base a observação dos vizinhos e fazendo dessa amostra a extrapolação para a população!!!! Não é assim nunca foi

Eu já frequentei ginásios aqui e lá fora.

E a realidade é - há quem tenha um estilo de vida fitness - eu tenho - 2 horas de ginásio por dia ninguém me tira

Mas a grande maioria das pessoas vai ao ginásio por modas

Artur Giestinhas

Minhas senhoras somos "victims fashion" e simultaneamente "food victims"

Patrícia Soares

Não por saúde. Quem vai por saúde nunca fará uma maratona de ginásio superior a 2 horas porque sabe que a seguir o organismo vai libertar cortisol e o cortisol libertado pelo stress em excesso do exercício compromete o objectivo seja ele perda de peso seja ele de definição muscular

Quem vai por saúde sabe que uma oscilação de peso de mais ou menos 2 kg significa zero

E vem falar em 500 gramas! Fez bem o trabalho de casa para afirmar isso?!?!

Quanto às regras da União Europeias - são regras que obedecem a paramenteis considerados normais. E ainda bem que existem - porque assim você sabe quantos gramas está a ingerir de quê!!! Isso é um grande aliado da luta contra a obesidade - porque quer a Liliane goste ou não as pessoas com um metabolismo mais lento com tendência a engordar tem em nome da sua saúde de controlar o que comem. Assim tem uma ajudazinha da União Europeia

A vida sem regras que apregoa chama-se anarquia e se calhar a Liliane não sabe o que é viver na anarquia porque nunca o fez. Se tivesse que viver com eu já vivi em países em guerra onde a lei e a regra não existe talvez alterasse a sua opinião

Se quiser no próximo mês pode vir comigo a Siria

Se a Liliane não sabe, enquanto profissional da comunicação deveria saber que ,crime de ódio (que é como chama a reação do público à Callie) e opinião pública são coisas diferentes

O crime pressupõe o atentado à dignidade humana conforme consagrado nos direitos do homem

Alguém alguma vez negou direitos aos gordos????

Muito pelo contrário - investem-se milhões para que a ciência possa combater essa doença

Agora uma pessoa dizer a alguém que está doente isso mesmo, que está doente de acordo com o OMS virou ódio????!! B

Opinião pública é a expressão da participação popular na criação, controle, execução e crítica das diretrizes de uma sociedade. É também designada por senso comum, em que se inserem as ideias consideradas corretas pela maior parte da sociedade, que seguem um padrão ético-moral que é subjetivo segundo a sua cultura, condições sociais e, em alguns casos, sua religião. E apenas a posição da sociedade face a um assunto

E o que disseram à Callie foi a opinião - ou alguém foi na porta dela bater-lhe ou ameacou fazer explodir uma bomba?

Se de facto acredita que é um crime de ódio por favor faça um favor ao mundo e vá ao Ministério Público

E de facto serão os magros com o dito ódio dos gordos, ou serão os gordos com a dita inveja dos magros?! E que razões objectivas existem para um magro odiar um gordo?!?! E que indicadores de saúde mental teria uma pessoa magra que dedicasse a sua vida ou parte dela a odiar um gordo?!?!

O seu discurso peça pela falta de consistência e é facilmente desmontável

Um último aparte refere que a Callie nada é a Ashley - e como resposta eu digo-lhe - pois não não é se não nós não estaríamos aqui com esta troca de palavras porque a Ashley provou ser uma mulher suficientemente madura para lidar com as consequências dos seus actors

Atos

E quando fala que não desfilaria pela Michael Kors por uma questão de dignidade eu respondo-lhe - eu não sei quanto é que a Michael Kors pagou à Ashley mas por certo por muito menos já vi muito boa gente vender a alma ao diabo. Porque a verdade é que tudo tem um preço - o ser humano é assim

E depois tem aquela eterna capacidade de arranjar desculpas para os seus actos

Exclusivamente para estar num processo de consonância cognitiva ou em paz consigo mesmo

É muito fácil dizer que a culpa do terrorismo é dos muçulmanos...mas nos também não vamos lá lançar bombas?!?! Aí dirão que eles matam inocentes - a verdade é que nos também mas chamamos de Danos colaterais...depois vão dizer que eles atacaram primeiro - o que é no mínimo estranho porque a História diz que a conquista partiu do Ocidente!!!! E poderíamos estar aqui a noite toda

É muito mais fácil dizer "eu sou gorda e a sociedade quer-me dizimar" a meio de uma fatia de bolo de chocolate do que como se diz na gíria, "pegar o boi pelos cornos" e dizer " não é isto que eu quero para mim - vou mudar"

Pelo que percebi o debate termina amanhã dia 1 - foi um prazer falar convosco sobre este tema e acima de tudo sejam felizes

Artur Giestinhas

Eu gostava deixar uma palavra para resumir este debate. Centrou se demasiado nas questões das doenças vs alimentação. Não seria esse o fio condutor da narrativa. Uma palavra para a Patrícia. Nós humanos não somos só uma equação matemática um fortuito mecanismo científico em que tudo se resume ao determinismo científico. Somos seres que sentem tem emoções seres subjetivos. Posto isto o tema em apreço versa sobre o respeito pelo ser humano pela diferença e não olhar mos pela lente de códigos predeterminados. Callie é mulher de uma grande coragem e força e graças a ela estamos a ter este debate.

Callie trouxe a questão da obesidade e da estética para questionar mos os valores em que assenta a nossa sociedade.

Porque ha espaço para todos. Porque numa sociedade democrática assim e exige possuirmos mecanismos de inclusão.

Liliane Mira

A Patrícia pecou pela forma tendenciosamente superior com que participou e finalizou. Humildade é um ótimo valor, eu recomendo.

Fui coerente e consistente e não me encosto em case studies pq não preciso afinal vivo a gordofobia nossa que a cada dia nos dão hoje mas se vc quiser mesmo a sério saber sobre isso encontrará alguns.

Quem não/nunca foi gordo, não percebe nada disso na prática... por mais estudos que faça ou canudos que tenha. Dizer que só é gordo quem quer, revela a gordofobia existente em si.

Eu não comparei gordura com cor da pele mas sim a discriminação das minorias e sua aceitação social.

Nunca manipulei o discurso tendo inclusive falado um pouco de mim só na reta final e agora vc usou isso cm arma de arremesso.

Eu não preciso de persuadir estou apenas a ser

Conheço bloggers aqui mesmo em Portugal que devido aos haters desistiram pq era muito ódio diariamente e isso fala por si só. Algo vai mal, muito mal mesmo e isso tem de cessar, esse ódio todo.

Artur muito obrigada pela sua sensatez, pelo seu civismo e humanismo. Gostei de sua postura e de o ler.

Desejo tudo de bom aos dois, muita felicidade mesmo até pq quem é feliz nem humilha nem é conivente com a humilhação de ninguém.

No mais, penso que a Callie fez muito bem ao aceitar o convite e fez ainda melhor ao denunciar o crime de ódio do qual sofreu de seu nome gordofobia.

É possível que ela estivesse à espera de reações desse tipo, mas talvez não pensasse que fossem tantas e assim tão agressivas. Ingenuidade a dela por pensar que o mundo era melhor.

Ela ter mostrado a sua vulnerabilidade não é sinal de fraqueza, muito pelo contrário.

A Vogue devia intervir nesse sentido, quem sabe fazer agora um artigo sobre o ódio aos gordos ou seja a gordofobia. Podem ter um ângulo de abordagem que incida sobre a inclusão porque afinal é disso que se trata e só isso que se quer.

E que hajam mais Callies, venham muitas mais porque é disso que o mundo precisa afinal, cientificamente falando quanto mais somos expostos a algo, mais tendemos a aceitá-lo. Então é isso que falta acontecer, a revolução gorda, o ativismo gordo, que saiam todos da conchas, se libertem das roupas escuras e longas, do isolamento, etc. Desfilem pelo mundo em toda sua graciosidade e quem estiver incomodado que vá embora, vire a cara, etc. Mas que jamais abram suas bocas para destilarem veneno até porque praticar o preconceito descaradamente não pode ser disfarçado de opinião.

Posto isto penso que todo e qualquer tipo de preconceito que seja manifeste em atos ou palavras deve ser devidamente criminalizado.

Opiniões pedem-se. Discriminação não é opinião mas crime e para grandes males, grandes remédios.

Nesse sentido deve haver legislação e foi por isso que falei de minorias pois isto toca a todas elas.

Obrigada à SMACK pelo convite. Grata pela oportunidade. Muitas felicidades para vós e votos de muito sucesso.

P.S. agradeço que toda e qualquer informação aqui partilhada que seja nitidamente do foro pessoal que seja devidamente mantida em privado reservando-me o direito de não autorizar a partilha, divulgação ou reprodução total ou parcial desse meu conteúdo em específico.

Artur Giestinhas

Uma mulher pluz sise (engraçado este estrangeirismo) passa agora a identificar-se mais com uma modelo de proporções e silhueta parecidas com as suas que com uma modelo magra, Assim desta forma, a mulher sente-se valorizada por ver a diferença contemplada em revistas de moda.

Gostaria de deixar uma mensagem de grande regozijo a Patricia Oliveira que me parece ser uma grande lutadora por te conseguido ultrapassar o probelma de saude. Muito sucesso e continuação da vida academica.

Liliane Mira sem duvida uma grande defensora de quem necessita ser ajudado e ser valorizado, mantenha sempre esse espirito positivo.

Um bem haja

Radação SMACK, os meus sinceros parabens pela iniciativa que julgo será para repetir, é uma forma transversal de troca de ideias e pontos de vista divergentes, um debate livre! Um bem haja á equipa do SMACK.

SMACK

Obrigado Patrícia, Artur e Liliane pelo vosso contributo para este debate!

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